À LUPA: Plano Marshall para o Centro do país (LÁZARO MANHIÇA)

           

O PLANO Marshal ou Plano da Recuperação Europeia foi um programa de ajuda económica criado pelos Estados Unidos da América aos países da Europa Ocidental, após a segunda guerra mundial que decorreu de 1939 a 1945. O Objectivo do Plano, que foi implementado de 1948 a 1952, de acordo com certa bibliografia, era reconstruir os países da Europa Ocidental que foram destruídos ou que sofreram perdas com a violência da guerra fria.

A iniciativa foi assim designada em homenagem ao seu idealizador George Marshall, um general do Exército norte-americano que na altura ocupava o cargo de Secretário de Estado. O Projecto totalizou 18 biliões de dólares, usados concretamente para a reconstrução de edifícios e indústrias, importação de alimentos, bem como o financiamento da agricultura.

Lembrei-me deste facto histórico a propósito do fenómeno que recentemente abalou a região Centro do país e cujos efeitos continuarão a ser sentidos por vários anos. Refiro-me ao ciclone tropical Idai, que gerou ventos e chuvas fortes, deixando para trás um rasto de destruição, só comparável ao cenário de pós-guerra.  Os números veiculados ontem apontavam já para mais de 400 pessoas, dados que quando o leitor tiver em mão a presente edição do Notícias poderão ter aumentado, uma vez que as operações de busca e salvamento continuavam ontem em curso.

 Os danos materiais, esses, estão ainda por contabilizar. Porém, no terreno oferece-se ver a destruição do segundo maior centro urbano do país - Beira- que está desfigurado, o mesmo acontecendo em relação à vizinha cidade satélite do Dondo, e ainda gente reduzida a nada: Sem habitação, comida e nem roupa noutras regiões de Sofala e também de Manica porque as aguas dos rios Púngue e Buzi e seus afluentes tudo levaram. Incluindo infra-estruturas edificadas para a viabilização do desenvolvimento, com destaque para a Estrada Nacional Número Seis (EN6), que permite o acesso ao mar a países vizinhos do interior, como o Zimbabwe e Botswana.

Como dizia, ainda não foram feitas as contas em relação ao que foi destruído, primeiro porque, como dizem as autoridades, a prioridade é recuperar vidas humanas, cujas operações continuaram neste fim-de-semana. Porém, é uma certeza de que a reconstrução das cidades e regiões destruídas precisarão de um grande investimento, com o apoio de parceiros, que nesta fase de resgate e assistência aos milhares de afectados têm estado a dar bons sinais.

A zona centro do país precisará de uma espécie de um Plano Marshall para a sua reconstrução, que deverá ter em conta o futuro, provavelmente já desenhado no presente: Os efeitos das mudanças climáticas, caracterizadas por chuvas intensas que provocam, de forma cíclica, inundações, ou por períodos de seca prolongada.

Pois, muitas das vítimas foram surpreendidas por descargas de águas dos rios com origem nos países a montante e dai a necessidade de repensarmos muito em barragens que permitam a retenção deste recurso que até faz-nos muita falta em tempo seco. Se tivéssemos estas infra-estruturas, o impacto teria sido minimizado. Em mortes e destruições.

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