ACENTO TÓNICO: Temos “Matequenha”!  (Júlio ManjateEste endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

Ainda na ressaca do 11 de Abril, dia do Jornalista moçambicano, sinto-me tentado a partilhar esta reflexão que me parece oportuna.

Tenho muitos amigos que, não sendo jornalistas, aceitam-me como tal. Toleram as minhas manias de procurar, sempre, perceber tudo à minha volta; o meu vício de perguntar sobre tudo, e sobretudo de não me satisfazer com nenhuma resposta que, à partida, pareça convincente.

Criticam-me abertamente quando cometo falhas no meu trabalho, mas também elogiam quando entendem que alguma prestação minha foi boa o suficiente para ser destacada. Procuram-me para confirmar as mais variadas informações que circulem no espaço público, mas também o fazem para contar-me coisas que, quase sempre, cheiram à denúncia, uma espécie de estímulo para que eu avance com o método jornalístico em busca de explicação.

Ora, tudo isso são manifestações de confiança que os meus amigos demonstram, o que naturalmente me coloca o desafio de dar sempre o melhor de mim não só para corresponder às expectativas, como também para me manter relevante e como referência para eles. Afinal, eu, tal como qualquer jornalista que se preze, precisamos temperar as nossas habilidades técnicas com doses adequadas de ética, responsabilidade e profissionalismo.

Mas também tenho muita gente conhecida que se lembra do jornalista que sou quando a preocupação é elevar a sua voz, ora para denunciar alguma situação anómala, pra para exaltar algum feito que tenham alcançado.

Tudo isso testemunha a relevância do jornalismo; a importância do papel de um jornalista nas sociedades contemporâneas. Justifica todo o respeito que a sociedade deve ao jornalista.

Sei de muitos que “amarelaram” tentando ser jornalistas. Alguns até atiraram a toalha ao chão, conformados com o seu natural despreparo para abraçar tão nobre e exigente profissão. Mas há outros tantos que continuam, que insistem, teimosamente, em circular pelos corredores do jornalismo, fazendo das suas: ora cobrando dinheiro para falar, ora cobrando para não falar!

São autênticos mercenários que respondem mesmo antes de ouvirem a pergunta; que julgam sem terem evidências bastantes, e que por isso são especialistas no “assassinato de carácter”.

São uma autêntica vergonha!

Infiltraram-se no jornalismo como “matequenhas”, e hoje estão a provocar toda a coceira a que a sociedade inteira está sujeita, com tanta mentira a ser contada em altura, comprimento e profundidade.

Aprendi nesta casa que é, sem dúvida, a melhor escola de jornalismo deste país, que ser jornalista é ser alguém que defende causas, a principal das quais é a verdade. Aprendi aqui, nesta casa, que a mentira deliberada é nociva, e por vezes até criminosa.

Foi igualmente aqui que aprendi a força que jornalismo tem para dinamizar o crescimento de uma sociedade, mas também sobre o perigo que representa quando tudo que o orienta é o instinto do “bota-abaixo”; quando o objectivo que o norteia é destruir só por destruir, para que nunca sejam os outros a construir, até mesmo coisas necessárias para bem-estar colectivo.

Esse – também aprendi nesta casa - é um jornalismo louco, de loucos!

De facto, é preciso coragem para extrair esta “matequenha”. É uma operação dolorosa, mas que precisa ser feita para livrar todo o corpo de tais parasitas.

Alguns questionarão o porquê de este desabafo ser colocado num espaço como este, se os jornalistas têm espaço para discutir os seus problemas. A esses vou adiantando que este já deixou de ser assunto exclusivo dos jornalistas, porque o mal que essa “matequenha” causa, é tão grande e profundo que envenena a opinião pública, afectando toda a estrutura da sociedade.

É preciso que a sociedade esteja informada sobre o risco que representa a existência desse jornalismo mentiroso, repugnante, orientado para o ódio e divisão, para que se possa precaver dele. Afinal, continua verdade que “Homem prevenido vale por dois…”.

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