À LUPA: Atropelado debaixo da ponte pedonal  ( LÁZARO MANHIÇA-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

Sexta-feira. Passa já das 21 horas. Um congestionamento a esta hora e neste dia da semana na Estrada Nacional número 4 (EN4) e no sentido Maputo-Matola não tem sido comum. A fila de viaturas do sentido contrário não pára, enquanto se levanta questionamentos sobre o que se estaria a passar. Pouco tempo depois a fila de carros no pequeno, mas aborrecido stop-and-go, começa a andar em marcha e, de repente, visualiza-se uns pequenos ramos de árvores e conclui-se logo estar-se perante um acidente de viação. E era. Tinha acontecido. À medida que a marcha normal é retomada, o asfalto vai denunciando vestígios do impacto do acidente. Mais adiante outros ramos revelam o fim da zona de sinistro, ponto a partir do qual os automobilistas voltaram a pisar no acelerador.

Mas entre os dois amontoados de ramos, uma sapatilha jazia, sem o dono, no asfalto da cada vez mais larga EN4, quase de baixo da ponte na qual há alguns anos uma dessas “máquinas” varreu mais de uma duas dezenas de vidas. É. Ali na primeira ponte pedonal, depois da antiga Brigada Montada, para quem segue no sentido cidade de Maputo-Matola. Na zona da Volvo.

O dono da sapatilha, que até ontem, domingo continuava no mesmo ponto, já laminada e rendida aos pneus de viaturas de todos os tamanhos que por ali passam, tinha sido transportado para o vizinho hospital José Macamo. O automobilista que fez a vítima não se dignou em parar. Mas há quem ainda conseguiu registar a matrícula. Provavelmente, por peso de consciência e sem paz consigo próperio pode ter se metido num outro “sarilho” mais adiante. Histórias que se dão nestas circunstâncias têm terminado assim.

Acidentes são sempre acidentes, mas este poderia ter sido evitado. O peão ignorou a ponte pedonal e o automobilista seguia a alta velocidade, como os vestígios no asfalto indiciavam. Responsabilidades divididas, mas uma vida pode ter ido embora. 

Foi mais uma vitima de um problema dficil de compreender. Se calhar os antropólogos ajudem a apontar caminhos, pois gente com ponte perto usa estrada larga, em que dificilmente conseguem controlar os carros para atravessar. É assim, nesta ponte, na do Nó da Machava, da Bic (todas na EN4) e por ai em diante. Se calhar, mesmo nos Eucaliptos, na Estrada Circular, onde se fazem barricadas para pressionar aquém de direito para colocar a ponte, no dia que ela lá instalada, as pessoas não a usarão, como acontece na do bairro 25 de Junho, e nestas ao longo da EN4.

Não sei o que se pode fazer mais para evitar atropelamentos como o da sexta-feira, debaixo da ponte pedonal? Mas algo tem que ser feito.

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction