De vez em quando: Os ratos roeram tudo...

O NOSSO país só vai ficar bem no dia em que todos nós pararmos e pensarmos no desenvolvimento colectivo. Enquanto isso não acontecer, podemos ter a certeza que depois de morrermos ninguém se lembrará de que alguma vez passámos deste lugar.  Será como se nunca tivéssemos existido, por causa de todas as desfeitas que andamos a tecer em benefício dos nossos umbigos. Tornando-nos por isso mesmo pessoas mesquinhas.

A grandeza de um homem está na honestidade. No respeito pelo bem alheio, ou por aquilo que pertence a todos. Podemos fazer tudo ao mais alto nível, mas se isso for para escamotear as pequenas coisas pelas quais enveredamos na “calada da noite”, então estaremos a manchar a camisa branca que eventualmente trazemos no nosso corpo.

Ser dirigente público é um privilégio de poucos, que devem aproveitar para brilhar, trabalhando com afinco e  sacrifício para a maioria. Aliás, temos exemplos pelo mundo fora de deputados que andam de “chapa” ou de bicicleta, mas que se regozijam por estarem a desenvolver as suas actividades em prol do povo. Não se movem pela luxúria, nem pelo esbanjamento de recursos públicos.

Lembro-me agora que Nelson Mandela quando tomou o poder, em 1994, ordenou que baixassem o seu salário e dos seus ministros. Isso é o exemplo de que não pode ser o bem-estar individual o objectivo que nos leva a lutar pelos cargos políticos. Antes pelo contrário, o foco deve ser o povo. Esse povo que nos levou ao poder.

Infelizmente, no nosso país temos casos inúmeros em que os nossos compatriotas que conseguem chegar “lá”, por vezes à custa de jogos sujos, têm como foco o luxo e a abastança. Mergulham no pote de mel de tal sorte que se esquecem do povo que lhes suporta. Amealham ao máximo pisando as barrigas dos pobres trabalhadores, que assistem gritando sem poder fazer nada.

Salvador Maurício, um dos fundadores do grupo musical Eyuphuru, já cantava com revolta o tema “Os ratos roeram tudo”, referindo-se a alguns dirigentes que se refastelavam sem se lembrar que foram colocados no poder para resolver os problemas do povo. Infelizmente, isso ainda acontece muito. Mas eu, particularmente, alimento a esperança de que um dia as coisas vão mudar. E se isso acontecer, o povo vai agradecer. Vai esquecer tudo e olhar para frente. É tempo de mudarmos a imagem do nosso país. E essa tarefa cabe a todos nós.

A luta continua!

Alfredo Macaringue

 

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