À LUPA: Qual é o problema de usar as pontes pedonais?  LÁZARO MANHIÇA - Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

FIZ esforço para evitar trazer hoje o assunto sobre os acidentes de viação que podem ser evitados, particularmente na Estrada Nacional número Quatro (EN4). Porém, o que se me oferece testemunhar nesta rodovia, que liga as cidades de Maputo e Matola, não deixa ficar calado. Tira-me sono. Não percebo as razões que levam as pessoas que vivem ao longo desta via a continuar a colocar, desnecessariamente, a sua vida em risco. Não entendo igualmente a aparente inacção por parte dos vários actores que têm algo a dizer para que se poupem vidas humanas.

Por isso, vou batendo nesta mesma tecla porque, como diz o ditado popular, “água mole, pedra dura, bate tanto até que fura”. Assim, acredito que mais dias, menos dias, uma acção enérgica será levada a cabo para a mudança de mentalidade, por parte dos peões, sobretudo, que são o objecto da minha preocupação nestas linhas.

Na semana passada, dediquei este espaço a um acidente de viação ocorrido debaixo da ponte pedonal, localizado na zona da Volvo, a primeira no sentido Maputo-Matola, porque o peão, residente na área, decidiu desafiar as viaturas que tanto num como noutro sentido não davam espaço para travessia de peões, acabando por ser atropelado.

No mesmo lugar, já este fim-de-semana, assisti a um episódio que, por sorte, não terminou em atropelamento. Uma jovem, que nos meus cálculos podia ter uma idade não superior a 30 anos, segurava, numa mão, um plástico contendo produtos possivelmente acabados de adquirir numa das barracas ali existentes, e noutra, uma menor, na linha de separação central, à espera de melhor oportunidade para atravessar as restantes faixas de rodagem. Com a ponte pedonal ali ao lado.

Porque o fluxo de viaturas não cessava, a criança, assustada, acabou por entrar em pânico e, na sua inocência, tentou fazer luta com a mãe e, aos gritos, para se livrar do ambiente de vaivém de viaturas, possivelmente pouco familiar. E, por um triz, nalgum momento, a menor se “libertava” da poderosa mão da mulher, já também aflita e com poucas soluções na área em que se encontrava. Mais um pouco, o pior podia ter acontecido. A escassos metros da ponte pedonal que esta mulher poderia muito bem ter usado e sem correr o risco de vida. Dela e daquela inocente. Espero que a mulher tenha aprendido da amarga experiência. 

Hoje também questiono: afinal qual é o problema de usar as pontes pedonais colocadas ao longo da via? Quanto a mim, a resposta ou a solução deste problema pode passar por um trabalho que envolvesse a família, a liderança comunitária, os religiosos e as autoridades do pelouro. Uma campanha de educação, feita de forma permanente, envolvendo estas instituições sociais pode, se calhar, fazer diferença e provocar mudanças na mentalidade das pessoas.

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