NO mundo em que estamos hoje, é inevitável falar-se da importância que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) têm na nossa vida. Quer quando estamos a falar do desenvolvimento económico, quer do sócio-cultural ou da vida pessoal. Alguns dos produtos das TIC são, seguramente, as famosas redes sociais – whatsapp, facebook, youtube, twiter, instagram, snapchat, skype, viber, BBM, linkedin, google+, entre outras plataformas.

Dizem os conhecedores da matéria que a “rede social” é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações que compartilham ou deviam partilhar (apenas) valores e objectivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes sociais é a sua abertura, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes. "Redes não são, portanto, apenas uma outra forma de estrutura, mas quase uma não estrutura, no sentido de que parte de sua força está na habilidade de se fazer e desfazer rapidamente”. Encontrei esta explicação na plataforma wikipédia – uma enciclopédia virtual, que ajuda, na minha opinião, a compreender a essência das tais redes sociais.

De acordo com a wikipédia as redes sociais online podem operar em diferentes níveis. Pode-se mencionar por exemplo, as redes de relacionamentos (facebook, twiter, instagramgoogle+youtubemySpacebadoo), as redes profissionais (linkedin), as redes comunitárias - entre grupos de amigos e/ou entre bairros ou cidades), as redes políticas, as redes militares, dentre outras. Elas permitem analisar a forma como as organizações desenvolvem a sua actividade, como os indivíduos alcançam os seus objectivos ou medir o capital social – o valor que os indivíduos obtêm da rede social.

Ao longo dos últimos anos, as redes sociais têm adquirido importância crescente na sociedade moderna. Um ponto em comum dentre os diversos tipos destas plataformas, é o compartilhamento de informações, conhecimentos, interesses e esforços em busca de objectivos comuns. Com as diversas redes sociais, os consumidores estão em contacto constante com as marcas– de produtos, artigos, etc. Este fato resulta da revolução tecnológica dos últimos anos, que levou a que a partir dos tablets e smartphones, elas (as redes sociais) colocam o mundo nas mãos de cada um. Em resumo, quem “inventou” as redes sociais teve em vista uma finalidade positiva. Em prol da vida das pessoas. Pode-se dizer, por isso, que as redes sociais deixaram de ser apenas uma ferramenta de interacção, busca de relacionamento e conversação. Passaram a exercer (também) uma função social importante.

Apesar do acima exposto, existem, infelizmente, por este mundo fora, mentes atrofiadas, que usam as redes sociais para finalidades contrárias às que presidiram a sua criação. São do domínio público notícias sobre o uso das plataformas para denegrir a imagem e nomes de cidadãos honestos, para destruir lares, para destruir carreiras profissionais invejáveis, para destruir empresas, governos, etc.

A mais recente e mais abjecta, na minha opinião, utilização malévola das redes sociais, está a acontecer na Europa ocidental, mais particularmente em Portugal. Estou a falar do já famoso “jogo da Baleia Azul. Trata-se de um fenómeno surgido nas redes sociais russas. Entre outros aspectos, promove a prática de suicídios de adolescentes. Acredita-se que o tal fenómeno esteja relacionado com mais de cem casos de suicídio em todo o mundo. O termo "Baleia Azul" refere-se ao fenómeno de baleias encalhadas, supostamente suicidas. A baleia-azul chega a pesar 177 toneladas e mede 30 metros de comprimento, sendo considerado por isso, o maior animal do mundo. Todavia, não são suicidas e seu encalhe acontece por motivos ainda não bem esclarecidos.

De acordo com informações “encontradas” na NET, o jogo baseia-se entre a relação entre os participante (também chamados jogadores) e os organizadores/promotores. O jogo envolverá uma série de tarefas distribuídas pelos organizadores para que sejam realizados, normalmente uma por dia. Algumas dessas tarefas envolvem auto-mutilação. Algumas dessas actividades são distribuídas com antecedência; outras poderão ser repassadas pelos organizadores no próprio dia, sendo, em muitos casos, a última tarefa o suicídio. Acredita-se que o criador deste tipo de jogo seja um cidadão russo de nome Filipp Budeykin. Acredita-se que o indivíduo aliciava jovens e adolescentes para tais grupos de suicídio desde 2013.

 

Marcelino Silva - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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