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A ESTÁTUA do navegador português Vasco da Gama “escondida” nas traseiras de um edifício na cidade de Inhambane finalmente, será transferida para um lugar nobre da “Terra da Boa Gente”.

Ao transferir a estátua de Vasco da Gama para o museu, ou para outro local apropriado está a valorizar-se a nossa história. Ao “aceitar” colocar esta estátua num lugar nobre, está-se a corrigir um erro que sonegava um acontecimento da história colonial. Queiramos ou não, o marinheiro português na sua viagem à caminho das Índias- descobrimentos marítimos - passou por Inhambane. E em sua homenagem, os portugueses ergueram uma estátua como simbolismo da sua passagem por esta terra.

Chegou a independência e a obra foi apeada para um local invisível, apagando, por assim dizer, uma das fases da nossa historia de resistência a invasão colonial. De guerreiros tenazes, que sempre negaram a ocupação  das nossas terras.  E apagar detalhes tao importantes da historia, é apagar também a nossa memória colectiva, e impossibilitar que as gerações vindouras saibam destes factos: verdadeiros, indubitáveis e inegociáveis. Afinal Vasco da Gama faz parte da história daquela cidade de arrebatadora tranquilidade.

Nas minhas escassas viagens a Inhambane nunca me furto de ir àquele “escondidinho” para contemplar esta obra abandonada e empoeirada, feita de mármore, em que o aventureiro luso, com a sua farta barba, segura numa mão um mapa de navegação e noutra uma espada. No peito, destaca-se um cruxifico lusitano, símbolo e identidade português. É uma obra de arte digna de se contemplar, uma verdadeira atracção turística que Inhambane só ganha expondo-a para a sua comunidade, bem como para os seus visitantes.

Agora que as instituições da Cultura e Turismo, finalmente, viram que seria “uma cena maningue nice” voltar a colocar esta estátua num lugar de visibilidade pública, seria interessante se também houvesse a preocupação de acoplar alguma informação útil e contextualizada sobre o “porquê?” daquela estátua naquela cidade. Especialmente para estudantes, professores e turistas nacionais e estrangeiros que procuram a terra dos estilosos manhembanes/bitongas. Para o bem do turismo cultural e turismo de história.

Uma vez colocada num lugar público seguramente que a estátua será mais preservada tal como acontece com a de Mouzinho de Albuquerque, outro “tuga” cuja estátua foi colocada na Fortaleza de Maputo, no mesmo espaço onde jaz a urna contendo os restos mortais do imperador de Gaza: o Ngungunhana. Esse facto que, à primeira vista parece ferir sensibilidades, é pelo contrário, uma atitude que nos engrandece. Significa que temos a capacidade de preservar a nossa historia sem qualquer  ressentimentos e complexo.

Entretanto, no mesmo espaço onde está “escondida” a estátua de Vasco da Gama, “repousa” a carcaça do primeiro carro que circulou na tranquila cidade de Inhambane. Muitos jovens não conhecem a história daquele “Ford”  abandonado que se transformou num abrigo de ratos, baratas, aranhas e de outros bichos. Poucos sabem que aquele Ford-fantasma faz também parte da historia  da cidade. Da mesma forma que aquela estátua de Vasco da Gama é vista como uma atracção turística, também aquele “ford” é um monumento que devia ser preservado. O “Ford” foi um luxuoso e admirado meio circulante da cidade.

E já agora “que tal?” se ao deslocar o “Vasco da Gama” também o “Ford” “aproveitasse uma boleia” para um lugar mais condigno? Se isso não acontecer, um dia o “Ford” acabará numa “bolada”: entregue numa sucataria de “compra e venda” de ferro velho.

As gerações vindouras precisam saber de tudo isso, sob pena se sermos julgados pela própria História…não faz sentido continuarmos a sonegar a nossa própria narrativa histórica…ainda por cima uma História tão épica… tão sublime…quanto grandiosa e poética!

ALBINO MOISÉS - (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

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