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DO alto da minha insignificância, com a devida vénia ao poeta-mor, venho hoje ousar prestar a minha singela homenagem ao combatente da Luta Armada de Libertação Nacional, José Manuel Maurício, que perdeu a vida no passado dia 4 do corrente mês e cujos restos mortais já repousam no Cemitério da Santa Isabel, na cidade da Beira.

Ousar, sim. Desconfio até que os mais velhos estejam precisamente a interrogar: quem é este miúdo para falar do combatente José Maurício?

Uma pergunta, diga-se de passagem, justificada, porque estamos a falar, de facto, de uma figura transcendental, cujo percurso não é para ser abordado por mim. Valha a verdade!

De qualquer modo, decidi correr o risco e tudo quanto não puder dizer será por pura ignorância. Nessa altura, todavia, acomodar-me-ei no conforto da intenção.

Tive o privilégio de privar com o combatente José Maurício por razões profissionais e desde logo apercebi-me da sua imensa bagagem cultural e ética, que se resumia na pessoa humilde que foi.

Apesar da aproximação que tive, levei muito tempo a saber, por exemplo, que tinha sido ele o mestre de cerimónia de proclamação da independência nacional, a 25 de Junho de 1975, no Estádio da Machava.

Levei muito tempo a tomar conhecimento desse facto precisamente porque ele nunca se vangloriou disso, como muitos o fariam por muito menos do que ele fez, não só nesse histórico dia mas em toda a sua carreira antes, durante e depois de Nachingweya, como, aliás, foi recordado nas várias mensagens lidas no dia do seu funeral.

Há, pois, por aí, muitos “mestres de cerimónias” que, efectivamente, nunca o foram, tendo, mesmo por isso, que se colocar em bicos dos pés para tentarem ingloriamente aparecer!

E se a humildade ainda é a parte mais bela da sabedoria, como o provérbio enuncia, tenho para mim que o combatente José Maurício deixou verdadeiras lições do saber estar e saber ser no convívio com o próximo.

Tanto foi assim que, à guisa de dar a sua última aula de humildade antes de partir, o combatente José Maurício declinou as salvas de tiros a que tinha direito como Major no momento da sua sepultura. Preferiu, “tão somente”, o acto religioso.

A mim e a outras pessoas esta postura não surpreendeu, pois esta foi realmente a sua forma de estar.

O combatente José Maurício viveu na humildade e na simplicidade. Nunca reivindicou honrarias, pelo menos nunca deixou transparecer isso.

Nunca reivindicou honrarias porque entendia que não foi por elas que dedicou e sacrificou a sua juventude. Foi, isso sim, pela libertação e pela dignificação do homem moçambicano.

Vi-o repetidas vezes a andar a pé, debaixo do sol e da chuva. Vi-o outras várias à espera do “chapa-100”. Cruzei-me inúmeras ocasiões com ele nos mercados informais. Tudo coisas impensáveis, pelo menos para muito “boa gente”. Mas essa foi a sua marca.

Tendo dito isto, e por confessa incapacidade de dizer mais, venho, mais uma vez do alto da minha insignificância, curvar-me perante esta insigne figura e dizer que a sua peregrinação por aqui não passou despercebida, não! Que descanse em paz!

Eliseu Bento

 

 

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