HOJE, decidi escrever sobre um dos assuntos que dominou o noticiário no fim-de-semana no país.  Trata-se do fecho do meio termo do mandato de cinco anos do Presidente Nyusi que, na verdade, tiveram como efeito a renovação das esperanças dos moçambicanos.

Há desafios, mas o conjunto de acções levadas a cabo pelo Presidente Nyusi, nestes dois anos e meio, trouxeram novas esperanças a todos nós. Entre elas e a mais importante, sem dúvidas, está a estratégia que culminou com os sinais de paz duradoira que todos testemunhamos.

Quando tudo parecia voltar para o cenário do passado, caracterizado pela tensão político-militar e com o diálogo entre as delegações do Governo e da Renamo a mostrar poucos resultados, o Engenheiro Nyusi decidiu mudar de paradigma até então vigente. 

Pois, apercebendo-se da pouca produtividade do diálogo feito de forma indirecta, através das delegações do Govero e da Renamo e, mais tarde, envolvendo a mediação internacional, decidiu por uma nova forma de fazer as coisas. Estabeleceu contactos directos com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e os resultados não tardaram a aparecer: trégua por uma semana, depois por um mês, por mais três meses e, por fim, por tempo indeterminado.

As pessoas voltaram a viajar em segurança nas nossas estradas e com implicações positivas na economia. O país voltou a ganhar a confiança dos investidores nacionais e estrangeiros e a população voltou a produzir comida.

É certo que dada a avidez de ultrapassar as diferenças, muitos de nós, e com toda a razão  - pois conhecemos muito bem as consequências da guerra -  achamos que o assunto não está a ser tratado com celeridade necessária, demonstrando nalguns casos impaciência e desconfiança. É compreensível, mas acredito que é preciso alguma calma e apoio ao processo e aos respectivos actores para chegarmos a resultados duradoiros e não voltarmos a cair nos mesmos erros.

Depositemos confiança no Presidente que um dia questionou por que é que afinal nós, os moçambicanos, não nos podemos entender. Confiemos também no líder da Renamo que tem estado a colaborar, mostrando interesse pelo alcance da paz que nos foge há vários anos.

No conjunto de acções que fazem renascer as esperanças de todos nós está também a mobilização das pessoas para o trabalho e para a produção, incutindo a ideia de que só assim  é que podemos crescer.  Mau grado que alguns dos nossos compatriotas parecem não entenderem ainda a mensagem que o mais alto magistrado da nação, que nalgum momento se assume como um gestor de topo, pretende passar para endireitar o que anda mal no sector público.

Ficará igualmente marcado nestes primeiros dois anos e meio de governação a diplomacia económica que, apesar da crise em conexão com as chamadas dívidas ocultas, ajudou a criar bases para a reconquista da confiança dos investidores estrangeiros no país. 

LÁZARO MANHIÇA 

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21.08.2017   Banco de Moçambique

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