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EM Abril de 2008, o então Presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, na altura mediador indicado pela SADC para a crise pós-eleitoral no Zimbabwe, foi confrontado, em Harare, por jornalistas que punham em questão a sua “diplomacia silenciosa” relativamente à forma discreta como estava a lidar com a situação neste país da região.

O ponto é que os meus colegas, impacientes, achavam que o presidente Mbeki devia dizer alto e em bom som o que estava a fazer para se ultrapassar a crise que se vivia no país vizinho.

Em resposta, Thabo Mbeki defendeu que se as pessoas estavam contra a tal “diplomacia silenciosa” então sugeriam uma “diplomacia ruidosa”. Aí, perguntou:

- O que é a “diplomacia ruidosa”?

E sem esperar pela resposta, sentenciou:

- “Diplomacia ruidosa” não é diplomacia. Não pode ser!

Talvez interesse recordar que na sequência dessa questionada “diplomacia silenciosa” foi alcançado um acordo entre as partes desavindas no Zimbabwe, o que culminou com a formação de um governo de unidade nacional.

Pelo menos evitaram-se mais mortes. Que já iam em dezenas, se a memória não me atraiçoa. O resto não vem a propósito.

Salvas as devidas especificidades, recordei-me deste episódio ao reflectir na estratégia que o Presidente da República, Filipe Nyusi, adoptou para gerir a questão da paz no nosso país.

Tanto foi e continua a ser discreta, essa estratégia, que achei que podia apelida-la: “A diplomacia silenciosa de Nyusi”. Uma pretensa analogia ao supracitado “assunto Mbeki”.

Pois, desde logo que Nyusi fez esta opção e tenho a impressão que conseguiu mesmo levar Afonso Dhlakama a agir da mesma forma. Ou seja, fazer as coisas acontecerem, contudo longe dos microfones e dos altifalantes.

Creio estarmos todos lembrados que mesmo na questão das tréguas, Filipe Nyusi foi sempre discreto e até pediu e repetiu que as pessoas serenassem os ânimos e não atrapalhassem as negociações em curso com Afonso Dlhakama. E assim começou a ser.

Mas afinal, o melhor estava por vir. No domingo passado, a “diplomacia silenciosa” de Nyusi atingiu então o seu ponto mais alto num ponto também alto, como a serra da Gorongosa onde, enfrentando riscos inimagináveis, foi avistar-se com Afonso Dhlakama.

Um parêntese para deixar dito que não pretendo de modo algum subestimar a acção do Presidente da Renamo nesta empreitada. Definitivamente, não!

Mas acho justo reconhecer que Nyusi correu mais riscos indo ao terreno do adversário onde, citando um comentarista, a Renamo mantém uma força militar que rigorosamente poucos devem conhecer o seu potencial. Ademais, nenhum dos seus antecessores chegou a cometer tamanha façanha.

Então, o “face to face” de domingo foi uma monumental surpresa para os moçambicanos pela forma, mais uma vez, discreta como se desenrolou, para gáudio e deleite de todos.

Pessoalmente, sinto até que os moçambicanos, grosso modo, não estão propriamente satisfeitos com os pontos abordados pelos dois líderes, mas “tão somente” com o encontro entre ambos. Tipo não interessa o que o falaram, interessa que se encontraram!

Já perscrutando o futuro, arrisco-me a dizer que esta “diplomacia silenciosa” de Nyusi ainda vai trazer outros frutos tão suculentos quanto estes que estamos a digerir desde domingo.

E não só na questão do conflito político-militar!

Eliseu Bento

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