O MUNICÍPIO de Chimoio, capital da província de Manica, vive neste momento um cenário misto: o desafio de expandir a sua área e a influência dos subúrbios na expansão urbana.

O gigantesco e plausível trabalho que está a ser levado a cabo um pouco por todos os pilares da governação municipal, com enfoque para as vias de acesso, expansão urbana e urbanização, esbarra-se na limpeza e no saneamento.

Aqui, prevalecem muitas nuances. É sentimento unânime dos habitantes de Chimoio que muito trabalho foi feito e está a ser feito no sentido de inverter o actual estado de coisas e responder as preocupações dos munícipes, mas a edilidade sempre falhou no tipo de pessoas que devem responder pelo sector de limpeza e saneamento.

No capítulo da urbanização, por exemplo, a cidade está a crescer a olhos vistos com o surgimento de novos bairros como Trangapasso, Tembue, Chissui, Heróis Moçambicanos e outros onde casas modernas preenchem os espaços então baldios ou substituem construções precárias que enalteciam a pobreza e eternizavam hábitos rurais.

Quer dizer, vivendas de luxo, hotéis, restaurantes e bares, lojas e edifícios públicos estão a ser implantados no centro urbano e outras vão surgindo nos diferentes bairros da cidade. No centro da cidade já não resta espaço e qualquer abertura é preenchida por prédios ou outras construções de edifícios comerciais e residenciais.

Nas duas entradas da cidade, para quem chega a Chimoio ido de Manica, Sussundenga ou Beira, já começa a ver que o cenário preocupante e desolador que se desenhava, está a ceder lugar a vivendas, embora prevaleçam terrenos baldios cujos donos o tempo se encarregará de os identificar.

O município iniciou, há cerca de dez anos, negociações visando acabar com esta situação, mas dos resultados que conseguiu, o mais importante foi libertar e integrar na expansão urbana, uma área de seis mil hectares outrora pertencente à empresa San BioFuels, que se dedicava à produção de jatrofa, no bairro Tembue.

Do lado da Soalpo, por exemplo, surgiu um imponente bairro, prolongamento ou expansão do “Primeiro de Maio” ou Textáfrica, e na entrada de Manica, para quem vem do aeroporto, novas construções de luxo substituem as matas que há escassos anos até poderiam esconder antílopes ou outros animais selvagens.

Na zona de “Heróis Moçambicanos”, para além das casas do Fundo de Fomento de Habitação, aquela “sardinha” erguida próximo das “Antenas”, populares e instituições do Estado, estão a erguer suas vivendas. Do lado de Trangapasso (Aeroporto), aí as vivendas e outros empreendimentos são autênticos termómetros para medir o quanto Chimoio tem dinheiro e está a crescer.

Embora ainda prevaleçam problemas no domínio de urbanização, resultantes dos chamados assentamentos informais, incentivados, em parte, pela corrupção, para quem vem do aeroporto, descobre que está a ser desenhada, pedra a pedra, aquela que daqui a alguns anos poderá vir a ser uma das parcelas mais belas da cidade de Chimoio.

Para além disso, as reservas de espaços para infra-estruturas públicas e para outras iniciativas estatais estão a ser preenchidas. Por exemplo, o terreno baldio que se localizava pouco antes da cancela da residência oficial do governador cedeu lugar a dois lindos e modernos edifícios da Procuradoria Provincial e do Governo Provincial.

VICTOR MACHIRICA

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