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ANDAM por estes dias a Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), a União das Federações Europeias de Futebol (UEFA) e alguns clubes de futebol assanhados por causa do gigantesco estado de inflacção atingido pelo mercado de compra e venda de jogadores de futebol.

Tão irritados, tão enfurecidos e tão inflamados estão, que se aventam possibilidades de investigar possíveis atropelos às regras mais básicas do negócio futebolístico. O mesmo sentido está a ser vivido por alguns clubes, principalmente aqueles impedidos de poder comprar o jogador que desejam, porque o valor está inflaccionado, levando a que só uns poucos consigam, o que é injusto e, sobretudo, desleal.

Tudo começou com a saída de Cristiano Ronaldo do Manchester United para o Real Madrid. A loucura prosseguiu com o Tottenham a vender o Garret Bale para este os “merengues”. Depois dos dois negócios, considerados na altura inimagináveis, o mercado conheceu alguma normalidade, digamos assim, com as vendas e compras a “andar” abaixo dos 70 milhões por cabeça. E veio o fim da época 2016-2017, com a agitação provocada pela transferência estrondosa de Neymar, do Barcelona para o Paris Saint Germain (PSG), cedência que bateu todos os recordes, como é aliás público. A partir daqui começou-se a assistir a um autêntico corrupio de valores exigidos/propostos para a compra/venda de jogadores considerados fora de série, como foram os casos de Mbappé, Ossumane Dembélé, Thomas Lemar, Tiemoué Bakayoko, Bernardo Silva, Ederson, Fhilipe Coutinho, Benjamin Mendy, entre outros.

Entre as várias reclamações sobressai, para o caso dos clubes, a de que o inflaccionamento dos valores de venda de jogadores beneficia, exclusivamente, aos clubes mais ricos. Entre os clubes considerados ricos sobressaem aqueles adquiridos por indivíduos que não são “nacionais” dos países de origem das agremiações. Alguns casos concretos: O Manchester City, PSG, Chelsea, Valência, entre outros. Um “pequeno” exemplo, no último defeso, o PSG e o Manchester City gastaram qualquer coisa como 650 milhões de euros, com o ponto mais alto dos gastos a recair, naturalmente, nos 222 milhões por Neymar. O Barcelona, por sua vez, gastou por um único jogador, Ousmane Dembelé, vindo do Borussia Dortmund, a “módica” quantia de 105 milhões de euros e mais 43 de variáveis.

Como que a prever futuros assédios, certamente inspirado nos números atrás referidos, o Real Madrid, ao renovar os contratos de duas das suas actuais pérolas - Marco Asensioe Francisco Román Alarcón Suárez (Isco), estipulou as cláusulas de rescisão em 500 e 700 milhões de euros, respectivamente. Pode imaginar, caro leitor, a loucura que poderá vir a representar uma possível futura/venda compra dos dois jogadores!!!

A apreensão da FIFA e da UEFA e de alguns clubes atingiu tal nível que, segundo a imprensa internacional, aventa-se a hipótese de se desencadearem investigações para apurar possíveis violações do chamado “flair Play” financeiro por parte de alguns clubes - PSG e Manchester City à cabeça. Levantam-se, por outro lado, suspeitas de que os dinheiros envolvidos nas transacções sejam de proveniência duvidosa e criminosa, por isso, o mercado de compra/venda de jogadores é na verdade uma piscina onde o dinheiro é lavado. Justas ou não, as preocupações levantadas, tanto pela FIFA, como pela UEFA, bem como por alguns clubes não têm base para vingar, na minha humilde opinião, por várias razões:

1. É a FIFA e a UEFA, na sua qualidade de superintendentes do futebol no mundo e na Europa, que definiram as regras de gestão da modalidade no seu todo e, em última análise, definiu também ou, pelo menos, patrocinou-as - as bases que orientam actualmente a parte comercial da coisa. Por outro lado, são os clubes (com base na anuência dos dois organismos) que, em defesa dos seus investimentos, definem os preços pelos quais pretendem negociar a venda dos seus atletas.

2. Ao permitirem que cada clube defina os valores dos seus activos, tanto a FIFA como a UEFA estão implicitamente a autorizar que na altura de negociar os seus activos os clubes o façam a seu bel-prazer. Por seu turno, os clubes ao decidirem que um atleta vale “isto ou aquilo” (as famosas cláusulas de rescisão) estão também, implicitamente, a dizer que quem tem poder financeiro pode, querendo, levar o jogador para onde bem quiser.

Portanto, estando-se num mundo onde vale tudo para se sobreviver, era de esperar (a FIFA, a UEFA e os clubes, deviam ter pensado nisso) que os mais espertos vissem no mercado futebolístico um campo para a circulação de milhões de euros e dólares, provenientes de negócios escuros transformando esse dinheiro sujo em dinheiro limpinho. De que estavam a espera a FIFA e a UEFA? Voluntária ou involuntariamente os dois organismos, bem como os clubes, legitimam tudo quanto está a passar-se no mundo do futebol…

Marcelino Silva

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