Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

Opinião

Politica

Economia

A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) projecta arrecadar cerca de 244,6 mil milhões de meticais (MT) em receitas, conforme proposta da Lei do Orçamento do Estado para ...

quinta, 20 setembro 2018
Read more
Pub
SN

Desporto

A VIGÉSIMA sexta jornada do Moçambola será dominada pelos duelos de equipas que lutam pela manutenção na prova, numa altura em que a “batalha” pelo ...

sexta, 21 setembro 2018
Leia +

Nacional

COMEÇA esta terça-feira o “namoro” do eleitorado ao nível das 53 autarquias do país. Serão duas semanas durante as quais diversas ...

sábado, 22 setembro 2018
Leia +

A INSPECÇÃO Nacional de Actividades Económicas (INAE) continua a encontrar gente que alimenta os outros de porcaria. Porcaria que a vítima compra, “numa boa”, convencida de que o fornecedor é pessoa honesta, asseada, limpa e que navega dentro das normas estabelecidas para o exercício da actividade que abraçou. Nada disto está a acontecer em alguns sítios nos nossos dias.

Semana passada, a INAE foi desactivar, na Matola, um desses sítios, que vende porcaria ao cliente e este convencido de que está a comprar coisa certa e em lugar certo. Vendiam carne podre, num sítio cheio de imundície, em autêntico atentado à saúde pública. Guardavam carnes de diversas espécies misturadas no mesmo sítio. Misturaram carne de vaca e de porco, apesar de saberem das aversões de clientes a estas misturas, por vários factores.

Um dos gerentes tentou justificar o facto, afirmando que a carne apodrecia, porque nos congeladores, a fresca fica por cima, sendo então a primeira a ser vendida, enquanto a de baixo ficava mais tempo, por isso se deteriorava. Não justificou as misturas de carnes e nem o facto de estarem a trabalhar naquela imensa sujeira. Tudo sujo, não parecendo vender produtos alimentares.

O sítio fez-me recordar um outro matadouro em Chimoio, esse até público, porque pertença do município. Aquilo nem devia ter funcionado alguma vez. Tanta era a sujidade que não havia ali sequer mínimas condições para trabalhar. A imundície era tanta e o lugar não tinha uma infraestrutura adequada para matadouro.

Agora o que intriga “Timbilando” é saber que estabelecimentos nestas condições continuam por aí a aparecer aos olhos de todos, depois de termos testemunhado o que aconteceu naquela “fase quente” da inspecção destas unidades, em que muitas foram multadas e/ou fechadas por situações similares.

 Será que a gente não aprende com o que acontece ao vizinho? A gente não consegue ver, quando é que estamos dentro dos padrões exigidos e quando é que não, tratando-se de higiene e limpeza? Não conseguimos enxergar, se possuímos esses padrões ou não? Não podemos, nós próprios, criar essas condições sem que ninguém venha nos incomodar?

Esta semana, a INAE mandou reabrir um destes estabelecimentos que fabrica produtos alimentares, fechada porque, além de tanta imundície, foram encontrados excrementos de ratos dentro da matéria-prima. Um dos trabalhadores dizia, às câmaras de televisão, estar muito satisfeito por a fábrica ter reaberto. E que tinham trabalhado muito para colocá-la limpa e com grande asseio. Afinal, a limpeza não devia ser “o pão-nosso de cada dia” do funcionamento das instituições?

É que não se compreende que a INAE, a esta hora do campeonato, ainda continue a chafurdar na lama da imundície, em unidades que há muito já deviam saber como devem estar e como devem ser.

Não precisamos de inspeção nenhuma para sabermos que a nossa casa deve ser limpa. Não precisamos da INAE para constatar que os alimentos que servimos estão acondicionados em sítio limpo e adequado. Não precisamos dela para vermos se estamos ou não a trabalhar dentro dos requisitos de higiene e segurança no trabalho adequados para o nosso sector. Ela devia ser precisa para uma minoria que prevarica. Será que aqui o quadro está invertido?

Então, porque é que continuamos a ver estabelecimentos a vender produtos alimentares fabricados em condições abaixo de cão? Serão atitudes deliberadas? Serão voluntárias? É o brincar a gato e rato, no sentido de que alguém diz “ vou vender isto a estes animais e vamos ver se me apanham”? É assim?

Por último, devemos fortificar as nossas associações de defesa do consumidor para serem mais enérgicas e actuarem da melhor maneira nestes casos desumanos, que têm a ver com a saúde do consumidor, mais ainda com a saúde pública. O consumidor tem o direito de saber sobre o que está a comprar e consumir, sobretudo de ver os seus direitos respeitados por qualquer vendedor ou fornecedor.

Não precisa de entrar neste jogo de gato e rato para ver os seus direitos devidamente respeitados, para não adensar os seus pensamentos com dúvidas sobre a qualidade do que está a consumir, por causa de gente que cultiva a marosca em tudo o que vende ou fornece e tenta enganar os outros, mesmo quando o assunto tem a ver com a nossa saúde.

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction