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 “Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos tais; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o”.(Mateus, 19:12)

ACHEI interessante e, de certo modo didáctica, a conversa que tive, há tempos, com um clérigo, amigo, à propósito do vício da promiscuidade de que enferma a Igreja, cujo flagelo se estende às comunidades em que esta se insere e, por consequência, à sociedade em geral.

A Igreja é um lugar de encontro com o Divino, lugar sagrado e de respeito, puro, a casa onde se pregam os ensinamentos e princípios da ética cristã. Nada de sujeiras nesta casa.

Na conversa, o padre, cujo nome prefiro omitir por razões compreensíveis, falou-me da sua ordenação sacerdotal e do encontro com a alta hierarquia da Igreja em Moçambique. Nesse encontro, segundo me cochichou, foi-lhe dito que a ordenação sacerdotal não constitui, por si, uma imunidade contra as tentações deste mundo, tendo sido aconselhado a ter cuidado com três grandes perigos na sua actividade missionária: Ele, Ela e a Garrafa.

Atónito, o meu amigo padre perguntou que perigos eram esses ao que, no meio da cavaqueira, a resposta não tardou:

ELE é o dinheiro. “Vós não podeis servir a Deus e ao Dinheiro” (Lc. 16,13). Disseram-no assim, para não ficar agarrado ao dinheiro, ou seja, para não transformá-lo num fim em si, pois isso seria uma ameaça ao projecto do Reino de Deus, pior que o ateísmo. A idolatria do dinheiro.

ELA é a rapariga. O padre era (na altura) jovem demais, imberbe, e, por isso, propenso a toda e qualquer tentação. A ideia que lhe transmitiam era que soubesse viver com serenidade no seio da Igreja e da sua comunidade, construir amizades verdadeiras e transparentes e lembrar-se sempre da sua promessa do celibato. No caso, o celibato clerical.

GARRAFA é o álcool. Explicaram-no que um sacerdote amante do copo, ou seja, da bebedeira, pode prejudicar o serviço missionário e, por via disso, toda uma comunidade. Na verdade, a hierarquia da Igreja pretendia transmitir-lhe a mensagem de modéstia e moderação no copo e até, que o melhor seria o sacerdote não consumir bebidas alcoólicas.

Finalmente, o meu amigo padre acabou por entender o alcance do Ele, Ela e a Garrafa, prazeres mundanos de que se previne até hoje pois, pretende ser modelo na sua promessa de se dedicar exclusivamente à vida religiosa; ao reino dos céus.

Posto isto, preocupa-me bastante o facto de, na actualidade, muitos jovens abraçarem a formação sacerdotal, sem vocação. É que uma vez formados, são devolvidos às comunidades, já como padres e, por que não vocacionados, no lugar de se ocuparem unicamente pelo serviço canónico, privilegiam o Ele, Ela e a Garrafa. Vive-se um pouco disso nalgumas comunidades. Alguns desses padres assumem-se como verdadeiros PCA´s, administram pessoalmente o dinheiro do dízimo e outro resultante de ofertórios e demais doações, em detrimento dos ministérios de administração e finanças, jornadeiam a classe em plenas comunidades, com meninas à ilharga, construindo falsas amizades como que a fazerem jus o serem propensos a tentações da natureza. E a completar tal propensão entregam-se a bebedeiras, perdem noites rodopiando ao som da “Guilhermina”, “Ximeli”, “Na mbonga”, “Nitikhetilile” etc, quais noctívagos, idolatrando tudo o que é mundano.

Devo ressalvar porém, que nem todos os padres comportam-se desta maneira. Os que assim procedem, quanto a mim, são os tais não vocacionados que viram seminaristas apenas à busca da ciência, razão pela qual alguns deles acabam excomungados. Só que enquanto não chega a excomunhão mancham a Igreja, mancham as comunidades e mancham toda uma sociedade em geral. E hoje, “por culpa destes, por tão grande culpa destes” a Igreja caminha para o que todos vemos, mesmo a olho nu.

 

PS: Aos que se reverem neste texto, apelo-os à mudança voluntária para que sejam perdoados, tal como o Senhor que prometeu o paraíso ao ladrão arrependido.

 

Salomão  Muiambo - (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

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