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ERA 1 de Março de 2013, dia de festa para muita gente. Ao nível da província de Manica, o dia foi caracterizado por dois grandes acontecimentos. Primeiro, foi o dia da abertura do ano judicial e aqueles que tem processos pendentes, à espera de julgamento e, obviamente, sentenças favoráveis, estão ansiosos.

O segundo evento que se notabilizou naquele dia, é que foi nele em que terminou o martírio das crianças de Mucombedzi, no posto administrativo de Vandúzi, província de Manica, que ao longo de vários anos vinham estudando ao relento, por falta de uma escola convencional.

A então primeira-dama, Maria da Luz Guebuza, em parceria com a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, entregou naquele dia uma nova e moderna escola completa às crianças de Mucombedzi, pondo assim fim ao martírio em referência.

Na verdade, para aqueles que, como dizia, tem os seus processos à espera de julgamento, com o reatar das actividades judiciais, muitos planos estão a ser feitos, muita gente está a friccionar as mãos e muita expectativa está a transbordar por aí pelas sentenças que se espera venham a ocorrer a seu favor.

Muita gente está à espera que 2013 seja o princípio do fim do seu sofrimento e a sua admissão a outros níveis de vida. Aliás, neste mundo basta ser esperto, saber falar e aplicar o princípio maquiavélico segundo o qual “os fins justificam os meios”, para que tudo saia certo!

Retornando ao assunto de Mucombedzi, devo confessar que não gostei do que os fenómenos naturais nos criam, nalguns momentos. Vezes há em que actuam como sendo premeditados. Momentos após a inauguração da EPC de Mucombedzi, eis que um vendaval fustiga os edifícios e cria danos avultados.

Não havia aviso de mau tempo, o céu estava limpo, não havendo nada que indiciasse chuvas e ventos fortes. Porém, bastou terminar a cerimónia de inauguração, o comício e o almoço, os “deuses de Mucombedzi zangaram-se e decidiram mostrar a mesquinhez do homem e a abundância da força dos seres sobrenaturais.

Um violento temporal, que durou menos de 20 minutos, sacudiu a povoação e deixou um rasto desolador naquela localidade. Entre os danos causados, o vendaval arrancou o tecto de uma das três residências para professores da escola primária acabada de inaugurar no mesmo dia e destruiu um camião pertencente a uma empresa privada que fornecia serviços aos CFM, no local.

A queda de árvores de sombra e na floresta local e a destruição de extensas áreas de culturas agrícolas diversas, com maior incidência ao milho, são outros dos vários danos que o mau tempo causou, durante a sua curta passagem por Mucombedzi.

Não houve vítimas humanas, não porque não deveriam ter existido, mas porque eventualmente não estava no plano dos “deuses” de Mucombedzi. Porém, quadros seniores da empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) escaparam por um triz quando uma árvore frondosa caiu por cima de uma machessa onde se encontravam a conviver.

Acho que foi o próprio Deus que não quis, como viria a admitir um dos que escaparam da morte colectiva que ali teria lugar. O grupo de jornalistas que cobriu o evento assistiu à intempérie e por pouco caía na tragédia. O mini-bus em que se faziam transportar, embora parado, foi sendo sacudido a ponto de se agitar como se tentasse levantar voo.

E os ousados operadores de câmara queriam aí buscar títulos de heroísmo. Não conseguiram se manter quietos para deixar que o fenómeno parasse para depois fazer as imagens. Debaixo de ventos fortes e chuvas torrenciais, não se pouparam a meios para eternizar o curioso fenómeno natural que, de forma inédita, estava afectando a escola que acabava de ser inaugurada.

Para além da casa do professor, algumas cabanas que outrora serviam de salas de aula de construção precária tombaram. Foi, sem dúvidas, a demonstração de que algo poderá ter falhado no evento, como tentaram insinuar certas pessoas que crêem no espiritismo, na magia e na vida pós-morte.

Do meu lado, prefiro ficar indiferente às duas posições, pois não seria cientificamente sólido admitir que terá sido reacção dos espíritos dos antepassados de Mucombdzi, que deverão ter ficado defraudados com o evento, por um lado, e por outro, não é lícito, do ponto de vista sociocultural, encarregar-me de avaliar de forma definitiva, fenómenos curiosos como estes.

VICTOR MACHIRICA

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