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“Dê sangue e salve uma vida”, é um chamamento sabiamente concebido e repetido, diversas vezes, por agentes da Saúde para mobilizar pessoas de boa vontade a doar um pouco do líquido vermelho que corre nas nossas veias, de forma a assegurar o direito primordial ao próximo, “a vida”.

Na verdade, doar sangue é um acto voluntário e de uma nobreza imensurável, pois restitui a esperança a muitos doentes que precisam deste líquido vital para continuarem a viver.

Acredito que tenha sido pela dignidade do acto que a Organização Mundial de Saúde decidiu homenagear os voluntários que doam sangue, além de consciencializar a sociedade sobre a importância da sua doação, instituindo uma data comemorativa, o 14 de Junho, que coincide com o aniversário natalício do médico austríaco Karl Landsteiner, vencedor de um prémio Nobel, em 1930, pela descoberta do grupo sanguíneo AOB.

Não sendo hoje 14 de Junho, mas sim de Dezembro, talvez não faria sentido trazer para este “Poder da Palavra” um tema relacionado com a data. Mas porque o mote é um acto abominável que está a acontecer em alguns hospitais do nosso país e que urge colocá-lo freios, para que tal não se perpetue, chamamos para aqui a questão da doação de sangue. É que conversando, há dias, com um amigo, soube que no hospital da Manhiça, um conhecido seu teve que pagar cinco mil meticais por duas unidades de sangue, nos princípios deste ano, porque um parente precisava de transfusão de sangue.

Segundo ele, um enfermeiro lhe dissera que o seu parente, na altura internado, precisava de duas unidades de sangue e, uma vez que o hospital não dispunha do líquido vital era necessário recorrer ao Hospital Central de Maputo. Para o efeito, teria de pagar 2500 meticais por cada unidade. Uma vez que a vida do parente dependia desta transfusão sanguínea não questionou, tratou de juntar o dinheiro solicitado e pagar, embora achasse o pagamento estranho, pois sabia que o sangue é grátis. Facto estranho, também, é que no acto da recepção do valor, o tal enfermeiro já não foi capaz de o entregar o respectivo recibo. E como não é prática nossa exigir, até, o que é de direito, tudo terminou no conformismo e lamentação com os amigos e familiares sobre esta atitude abominável e de todo condenável.

Do pouco conhecimento que tenho sobre o processo de doação de sangue, os dadores são pessoas voluntárias que não cobram nenhum valor às unidades sanitárias pela disponibilização deste líquido vital. O sangue é colectado e armazenado em bancos de sangue para uso posterior em transfusão sanguínea, também de forma gratuita.

Aliás, doar sangue é um acto de solidariedade aos doentes que, por vezes, se encontram no leito hospitalar, entre a vida e a morte, à espera deste líquido para continuarem vivos. E os dadores sabem que cada vez que esticam o braço, numa unidade sanitária, para doar sangue, é para salvar vidas em risco, sobretudo nesta altura do ano, da quadra festiva, em que os acidentes de viação ocorrem com uma velocidade de vento e consigo dezenas de pessoas morrem ou contraem ferimentos graves, necessitando de sangue.

Estou convicto que as autoridades da Saúde não sabem que tais artimanhas acontecem nos hospitais. Porém, as informações da venda de sangue avolumam-se, sendo que o caso do hospital da Manhiça não parece isolado. Por isso, a ser verdade que tal acontece, esta tentativa de se aproveitar da dor e sofrimento dos outros para extorquir dinheiro de cidadãos, alegando ruptura de stock, é condenável e deve ser denunciada e desencorajada. Julgo que antes de pagar qualquer valor monetário, as pessoas têm que procurar se informar melhor junto da direcção do hospital.

A doação de sangue é um processo de vital importância para o funcionamento das unidades sanitárias, sendo que as pessoas que doam precisam de ser estimuladas. E para mim, não existe melhor estímulo que não seja dar o sangue a quem a sua vida depende dele, sem condicionalismos. E isso passa por estancar estes pequenos focos de corrupção. Aliás, diz um velho ditado que é de pequeno que se torce o pepino.

Delfina Mugabe

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