DEFINITIVAMENTE  não sou dono do meu tempo. Nunca fui, e jamais serei. Se fosse, dir-vos-ia que o nosso próximo encontro fica marcado para Fevereiro, pois depois desta crónica vou descansar um pouco. Esse é o meu prognóstico, mas até lá podem acontecer muitas coisas que só Deus é que sabe.

Pelo sim, pelo não, ficam aqui nesta carta de hoje que vos escrevo, os meus sinceros agradecimentos por me terdes acompanhado durante todo este período de 2017. Tenho a consciência plena de que não cheguei ao ponto em que podia vos dar a satisfação de ler algo que valesse à pena. O que vale, porém, é o esforço que empreendi nesta dor e alegria  de escrever, sempre preocupado com o equilíbrio do meu texto, e também preocupado com todos vós que me ledes semanalmente.

O primeiro prazer que senti foi sentar no computador e dar corpo àquilo que já tinha na mente. Depois foi o gozo, às sextas-feiras, de ler eu próprio, o que escrevi, e depois ainda, tinha o castigo de ler as minhas crónicas vestindo a pele dos leitores. É aí onde por vezes me apetecia destruir tudo o que pus no papel.

Seja como for sinto-me satisfeito por saber que fiz parte, durante o período que ora termina, do vosso ritual. As reacções que meforam chegando revelaram uma coisa muito importante: ganhei uma legião de seguidores. Pessoas que estavam à minha espera em todas às sextas-feiras. Dando-me um prazer enorme e uma grande responsabilidade.

Provavelmente não abordei temas que fossem candentes. Temas que mexessem com o centro da consciência da sociedade. Sim, pode ter acontecido isso. Contudo importa ressalvar  que o que me movia a escrever nunca foram os assuntos candentes. Eu apenas queria dar liberdade ao cronista que pode estar  escondido dentro de mim. Era isso que eu queria.

Queria brincar. Revisitar os lugares por onde eu passei e outros onde passo sempre. Obviamente que, uma e outra vez abordava um assunto candente, why not? Sou também um animal político. Sensível aos acontecimentos do meu país e do mundo. Foi por isso que quando as circunstâncias se mostrassem apropriadas, ia por esse lado. Porém o que eu queria mesmo era brincar. Construir brincando com com as palavras e com o leitor.

Agora vou descansar. Com a consciência em paz. Não quero pensar mais na crónica até Fevereiro, se eu lá chegar. Sim, se eu lá chegar. O que eu desejo neste momento é desligar os sensores do cronista, para voltar com novo fôlego.

Obrigado à todos. Obrigado àqueles que batiam palmas para mim, por tão pouco. Um abraço profundo.

Até mais a ver!

Alfredo Macaringue

 

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