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NÃO encontro outra forma de começar este texto, senão perguntar ao ainda PM espanhol, e agora Mariano Rajoy? Digo “o ainda”, porque perante a derrota esmagadora que o seu partido registou nas eleições extraordinárias de 21 de Dezembro na Catalunha, é expectável que abdique da função de chefe do governo e da função de líder do partido popular espanhol. De resto, considero a derrota como tendo sido dupla. Por um lado, o partido os cidadãos (los cidadanos), que era apoiado “por debaixo da mesa” por Rajoy por representar a esperança de derrotar os independentistas, não conseguiu votos suficientes para governar. Por outro lado, e mais grave ainda, ao votarem de forma esmagadora nos independentistas os catalães como que deram mais vida a ideia de independência.

 

Para mal dos “pecados” de Rajoy, nem mesmo a experiência da Inglaterra ajudou…Pois, como estamos lembrados, David Cameron, antigo Primeiro-Ministro do Reino Unido, convencido de que a melhor forma de tirar dúvidas sobre se os britânicos queriam ou não permanecer na União Europeia, era perguntar-lhes, partiu para um referendo cujos resultados são os que todos conhecemos. De facto, mais de metade dos cidadãos daquele país responderam afirmativamente, “deitando por terra” a convicção do então PM britânico de que os seus concidadãos reafirmariam a vontade de permanecer na UE. Foi um risco mal calculado, portanto.

Convencido de que o caso espanhol era diferente do caso britânico, e, sobretudo, obcecado com a ideia de que os defensores da independência da Catalunha eram uma pequena minoria, ainda por cima insignificante, logo, incapazes de influenciarem as massas, Mariano Rajoy mandou às favas os resultados do referendo realizado meses antes pelos catalunhenses, prendeu os dirigentes independentistas, e, alcandorando-se por cima do famoso artigo 155 da constituição da Espanha, partiu para umas eleições extraordinárias que ditaram os resultados que se conhecem.

Mesmo com o chefe do governo catalunhense entretanto dissolvido, Carles Puigdemont exilado em Bruxelas, os catalunhenses, quais cidadãos firmes nas suas convicções, responderam sim ao desafio lançado pelo governo central de Madrid: votaram em massa, dando vitória àqueles que um dia foram presos por desafiar a autoridade do governo liderado por Mariano Rajoy. Com este gesto, mostraram que afinal o desejo da independência continua vivo. Rajoy contava que antecipando as eleições naquela região iria devolver a região e todo o país à estabilidade política.

Ao ignorar os desejos de muitos catalães, entre os que defendem a independência e os que defendem pura e simplesmente o direito a decidir, acabou saindo a perder. O seu Partido Popular (PP) passou de 11 para três deputados no parlamento regional. E com os independentistas a conquistarem mais 13 assentos que os partidos constitucionalistas, o dilema volta a estar nas mãos do PM espanhol. Não se sabe, por isso e para já, qual vai ser o próximo passo. Com toda a naturalidade do mundo, Charles Puigdemont, presidente do governo regional suspenso de funções pelo chefe do executivo central, Mariano Rajoy considera-se o vencedor das eleições antecipadas na Catalunha. Diz que o resultado das eleições é uma vitória da "república catalã" sobre a "monarquia espanhola".

Tenho para mim que não tendo sido alcançados os objectivos esperados, nomeadamente o silencionamento dos independentistas através do voto popular, resta pouca margem de manobras aos líderes do governo de Madrid. A começar pela validade (depois das eleições) do famoso artigo 155, cuja aplicação revogou a autonomia da região da Catalunha e entregou a gestão da região catalunhense ao governo central. Com o voto popular a mandar passear as pretensões de Madrid, parece não restarem dúvidas de que Mariano Rajoy “só” tem que revogar a aplicação do tal artigo, desta feita em sentido contrário. Comentando esta última possibilidade, vale a pena lembrar um dos ditos de Gilberto Reis, cantor brasileiro: “o mundo dá tantas voltas e tudo se transforma”…

Um dos caminhos que antevejo para a solução da crise pode ser o da revisão da constituição espanhola, nomeadamente no capítulo dos direitos políticos dos cidadãos das regiões autónomas. Até porque as consequências da situação criada na Catalunha ainda estão por avaliar. Há também que considerar o seu efeito dominó. Sim, porque as ideias independentistas dos catalães podem levar outras regiões autónomas a pensarem em seguir no mesmo caminho. Lembre-se que a Espanha é constituída pela parte continental e regiões autónomas, sendo de destacar entre elas Saragoça, Astúrias País Basco, Ilhas Canárias, Cantábria, Castela-Mancha, Castela e Leão, Estremadura, entre outras.

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