A CIDADE de Nampula realiza a sua primeira eleição autárquica intercalar no dia 24 deste mês, com a participação de cinco partidos, nomeadamente Frelimo, Renamo, MDM, AMUSI e PAHUMO. O escrutínio realiza-se em consequência do assassinato, no dia 4 de Outubro do ano passado, do edil desta cidade, Mahamudo Amurane, cujos autores morais e materiais ainda não são conhecidos.

A campanha eleitoral para o escrutínio inédito na cidade de Nampula começou anteontem, com os partidos concorrentes e respectivos candidatos a presidente do município a desdobrarem-se em busca do voto dos eleitores. Ainda bem que ela tenha iniciado sem registo de incidentes, o que é salutar para a nossa democracia.

O objectivo fundamental é legitimar a liderança municipal através do voto. Que bom para a consolidação do processo de descentralização administrativa do nosso país!

Os que disputam o lugar deixado por Amurane Amisse Cololo (Frelimo), Paulo Vahanle (Renamo), Mário Muquissinsse (AMUSI), Carlos Saide (MDM), e Filomena Mutoropa (PAHUMO), que já estão a prometer cumprir os seus mandatos com rigor, transparência e competência, em prol do desenvolvimento do município, caso sejam eleitos.

O que não deixa de ser curioso neste processo é que a candidata do PAHUMO é a única que concorre pela segunda vez na eleição de um presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula. O que quer dizer que os outros são todos “novatos”, mas que acreditam ter capital político para vencerem o escrutínio.

Esperamos que desta vez também o povo perceba que durante as campanhas eleitorais há alusões desnecessárias e depreciativas de alguns políticos aos outros, para desacreditá-los, votando num candidato certo para dirigir os destinos da edilidade de Nampula.

Perceba igualmente que pensar diferente não pode ser obstáculo ao convívio de todos os moçambicanos, e que perigue a campanha eleitoral que deve ser transformada em verdadeira festa democrática.

Porque, na realidade, a preocupação com a campanha eleitoral séria, e que de facto cumpra o verdadeiro objectivo ou intencionalidade, mostra que reflectir e encontrar as reais razões da sua realização é fundamental, não somente politicamente, mas também socialmente, porque dela depende o desenvolvimento político e social do município de Nampula.

Que a campanha eleitoral decorra até ao fim dentro dos parâmetros éticos, dando lições do valor da democracia multipartidária no nosso país, que já foi considerado exemplo de reconciliação no mundo, depois de uma guerra fratricida. Até porque a CNE já exortou à realização de uma campanha pacífica e ordeira.

 Os jovens, que são a maioria nos partidos políticos concorrentes, são chamados a dar lições de civismo, tendo conduta ordeira, expressando os valores da verdadeira democracia alicerçada na boa consciência política dos moçambicanos.

Que vença o melhor candidato, porque a cidade de Nampula precisa de facto, neste momento, de uma pessoa competente e apostada em servir melhor os munícipes que ainda continuam a chorar pelo seu edil Mahamudo Amurane. Boa sorte, Nampula!

 

Mouzinho de Albuquerque

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