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MAIS um Dia dos Namorados, também conhecido por Dia de São Valentim, acaba de ser celebrado no mundo. É o dia em que beijamos tanto e demos de forma mútua, isto é, um do outro, o melhor dos nossos carinhos, como enamorados e casados. Para o nosso caso, nós moçambicanos, voltamos a celebrá-lo à medida da crise financeira que nos afecta. Disso ninguém tem dúvida.

Do que sabemos é que Nampula sempre registou azáfama dos citadinos na preparação do dia romântico. Porém, desta vez aconteceu o contrário, isto é, monotonia na preparação do Dia de S. Valentim.

  No jardim Parque dos Continuadores, o maior e melhor da cidade de Nampula, que tem sido muito preferido pelos casais e namorados quando chega o 14 de Fevereiro, este ano foram poucos que se reuniram no local para celebrar a efeméride.

É verdade que alguns conseguiram comprar presentes como rosas vermelhas, presentes mais clássicos para este dia, porém, outros preferiram, para comemorar a data, apenas enviar mensagens de amor aos namorados e namoradas, esposas e esposos, em detrimento, por exemplo, de um jantar romântico num restaurante ou bar de luxo.

Um cidadão apaixonado lamentou por não ter dinheiro para comprar os presentes que precisava para surpreender a sua esposa que tanto ama, admira e faz parte da sua vida. Para ele, uma data tão especial como o Dia de S. Valentim, merece um presente à altura, como jóias, chocolates, guloseimas e outras opções. Por isso, ficou triste por a crise financeira ter sido a principal responsável pela forma frustrante como passou, este ano, o Dia dos Namorados.

Vale recordar que já houve um tempo em que o nosso país esteve em crise financeira. A crise foi devastadora a ponto de “inspirar” o conceituado e falecido músico nampulense, Salvador Maurício, a criar ou inventar uma música com título “rato roeu tudo”, até o próprio amor acabar. Era uma música que se dizia “tocava” o poder político instituído, por isso, não era bem compreendida.

Contudo, esperamos que mais uma vez, o dia tenha trazido ideias e ensinamentos inovadores, sobretudo na prevenção e combate aos casamentos prematuros e violência doméstica, para o fortalecimento do amor mútuo e convivência familiar que levem a que, igualmente, os cônjuges não sejam infiéis aos seus compromissos com os seus parceiros, que muitas vezes acabam a relação em separação.

De facto, o Dia de S. Valentim deve dar lições aos enamorados e casados de que não é pela violência que se resolvem os problemas de namoro e casamento, por mais que estejamos cientes de que por mais belo e verdadeiro seja o amor que une duas almas que se querem e se apaixonam, neste caso um homem e uma mulher, as fragilidades, incompreensões, desilusões e sofrimentos também estarão sempre presentes durante essa relação, cabendo aos apaixonados saber geri-los.  

Por outra, e por ser um dia que serve para abordar outros aspectos da vida social, dizer que muitas crianças estão em situação conflituosa no mundo, de que o nosso país não é excepção, devido aos casamentos precoces e forçados, e o 14 de Fevereiro deve ser também um momento de sensibilização e consciencialização da sociedade sobre a necessidade de se combater, sem contemplações, este mal.

Ainda bem que temos conhecimento de que este ano o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), lançou uma campanha no âmbito do Dia dos Namorados, apelando ao fim desses casamentos.

 Enfim, queremos acreditar que apesar dos constrangimentos de natureza financeira, o 14 de Fevereiro deste ano tenha cimentado ou garantido muito mais a felicidade do amor do que problemas dos namorados e casais do nosso país e do resto do mundo.

MOUZINHO DE ALBUQUERQUE

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