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AMA os teus paizinhos, são eles os teus melhores companheiros, ainda que, para o teu bem, eles se zanguem. Ama também a outros superiores, como conselheiros e educadores. Só assim farás de ti um Homem, na verdadeira acepção da palavra.

Estes valores, infelizmente, vão se diluindo com o tempo. A rapaziada de agora não se preocupa com eles. Preocupa-se apenas com o viver e o consumismo. Mal desperta da infantilidade e descobre o mundo que o rodeia parte para o exagero, salvo raríssimas excepções.

Roupas caríssimas, cujos modelos são importados de outras latitudes. Perfumes de marca, também caríssimos. Adornos e grifes à maneira, repiso, consumo também exagerado de álcool e de outras substâncias, com sexo em condições desprotegidas à mistura. É o mundo em que vivemos. Quem não embarca por esta via é tido como tapado. Dorminhoco ou atrasado.

Mas, por que será que a juventude se comporta desta maneira? Para ela - a juventude - o ter é muito mais importante do que o ser. É a crise do planeta em que vivemos. Enquanto uns têm em demasia, outros nada têm. Passam fome e miséria. Lá diz a velha parábola: “A quem tem mais se lhe dará e terá em abundância; mas ao que quase não tem, até o que tem lhe será retirado” (Mateus 13:12). Desigualdades.

Muita para pouca uva - dirão alguns que me acompanham nestas percepções. A verdade, porém, é que pretendo consciencializar a nossa juventude sobre os perigos do consumismo. Ele mina o futuro do Homem. É igual a gula e a gula é pecado. Infelizmente, no mundo em que vivemos, os jovens são eleitos como principais alvos desta escalada. O futuro, isso depois se vê.

Acredito que se esta “juventude consumista” desse ouvidos aos pais, como melhores companheiros, e a outros superiores, como conselheiros e educadores, não mergulharia nesta onda. Teríamos uma juventude sã, comprometida com o seu futuro e com o futuro da sociedade em que vive.

Há dias, vendo a televisão, passou uma notícia dando conta da neutralização de um grupo de homens-catana na província de Manica. Homens que sem dó, nem piedade, amputam membros a outrem pela conquista de um telefone celular ou uma carteira, às vezes sem quaisquer cifras. Acompanhando os desenvolvimentos da notícia, esperava ver imagens ilustrando adultos, portadores de tais catana. Enganei-me, redondamente, pois, vi jovens do tamanho do botão como sói dizer-se. Imberbes, mostrando a face de quem despreza os ensinamentos dos seus pais e não ouve os conselhos dos mais velhos. Estes jovens denunciavam fadiga resultante não só da prática quotidiana das suas acções malignas, como também de consumismo exagerado e abusivo do álcool e, por que não, de outras substâncias proibidas.

Andam a fazer “rallies” nocturnos pelas principais ruas e avenidas da cidade de Maputo, numa clara demonstração de poder económico, a julgar pelas marcas luxuosas e extraordinariamente caras das viaturas que utilizam para o efeito. Enquanto isso, nas zonas rurais, não só, moços pululam de galho em galho sem o que comer e sem onde dormir, porque as desigualdades sociais assim o impõem.

Estas são, entre outras, as faces da nossa juventude.

Salomão Muiambo-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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