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O jornalista Amade Abubacar, detido a 05 de Janeiro em Cabo Delgado, quando fotografava famílias que abandonavam a região, receando ataques armados, foi transferido de uma base militar em Mueda para um comando da Polícia, disse fonte oficial.

Em declarações à Lusa, o porta-voz da Procuradoria Provincial, Armando Wilson, disse que Amade Abubacar foi transferido na segunda-feira de uma base militar em Mueda para o comando distrital da Polícia, 12 dias após a sua detenção no terminal dos transportes de passageiros do distrito de Macomia, quando fotografava famílias que abandonavam a região, receando os ataques armados que têm sido protagonizados por desconhecidos em Cabo Delgado.

De acordo com o porta-voz, o Ministério Público recebeu o auto da Polícia através do Serviço Nacional de Investigação Criminal de Moçambique (SERNIC), que acusa Amade Abubacar de "instigação pública com recurso a meios informáticos".

Segundo a fonte, Amade Abubacar poderá ser ouvido nos próximos dias pelo tribunal em Macomia.

A Lusa contactou o pai do jornalista, Abubacar Artur, que disse não ter conhecimento da transferência do seu filho.

Amade Abubacar é jornalista da rádio comunitária Nacedje, além de colaborador do portal "Zitamar News" em Moçambique.

Organizações da sociedade civil e entidades ligadas à liberdade de imprensa moçambicanas e estrangeiras têm estado a exigir a libertação de Amade Abubacar, considerando que se trata de uma detenção ilegal e uma intimidação à liberdade de imprensa.

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O Presidenteda República, Filipe Nyusi, recebeu ontem, em Maputo, cartas credenciais de nove embaixadores e altos-comissários, acto que marcou a renovação das relações de amizade, solidariedade e cooperação existentes entre Moçambique e os respectivos países. Leia mais

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O PARTIDO Renamo elege hoje, último dia dos trabalhos do seu VI Congresso, o líder que vai suceder a Afonso Dhlakama, falecido a 3 de Maio do ano passado. Dhlakama liderou a organização durante 41 anos. Leia mais

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O Presidente do partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento  (PDD e antigo Secretário-geral da Renamo, Raúl Domingos, faz um balanço positivo dos quatro anos de governação do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi.

Falando à margem do sexto Congresso da Renamo, que decorre na Serra de Gorongosa, em Sofala, Raul Domingos manifestou, igualmente, a intenção de voltar à Renamo.

“O que nos marca nestes quatro anos de governação do Presidente Nyusi é a busca da paz e quero acreditar que ele fez fé nas suas palavras de que não ia medir esforços para conseguir a paz. Então a figura emblemática disto é o facto de ele ter vindo à Gorongosa à busca desta paz e o facto de ter conseguido tréguas com o falecido Presidente Dhlakama”, disse. (RM)

 

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O Presidente do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), Raul Domingos, reafirmou ontem sua intenção de regressar à Renamo o mais breve possível.

A vontade começou em 2012, na cidade de Quelimane, província da Zambézia, com o saudoso líder Afonso Dhlakama.

Depois deste primeiro contacto com o Dhlakama, foi marcado outro encontro similar para Nampula, mas o retorno do líder da Renamo para a Serra da Gorongosa, inviabilizou então a prossecução de tal intenção.

Desta vez, segundo Raul Domingos, vai depender de “boa-vontade” do novo líder a ser eleito neste VI Congresso da Renamo, que se realiza desde esta terça-feira e termina amanhã na serra da Gorongosa, em Sofala.

A ideia, no seu dizer, parte da aglutinação de todas as fricções entre o PDD e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Acrescentou que o importante, neste momento, é que a Renamo deve-se reerguer para futuros desafios dos pleitos eleitorais em Moçambique, sobretudo do sufrágio deste ano de governadores provinciais, deputados e Presidente da República.

Durante este encontro, o Conselho Cristão de Moçambique desejou o espírito de Reconciliação e Paz, imbuídos pela sede e fome da justiça, que deve reinar nas deliberações.

O bispo Dinis Matsolo foi ainda mais longe ao afirmar que motivado por este espírito, a sua organização religiosa, apelou mais uma vez que tudo seja feito em prol da Reconciliação e reencontro dos moçambicanos.

“Somos todos chamados a trabalhar, arduamente, para reconstruir a confiança entre os moçambicanos, se quisermos ver um Moçambique próspero, desenvolvido e sustentável. Gostaríamos de recordar que são “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”, citou o clérigo.

 

 Horácio João

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