O VICE-PRESIDENTE da África do Sul, Cyril Ramaphosa, rejeitou a proposta da liga da juventude do ANC, partido no poder, de se construir um muro na fronteira com Moçambique, alegadamente para prevenir crimes.

“Nós somos uma nação que não constrói muros. Nós não acreditamos em construir muros, isso define quem nós somos. Nós dizemos que a África do Sul é um país aberto e quando as pessoas vêm cá, devemos tratá-las com dignidade e respeito e dentro dos parâmetros da nossa Constituição”, declarou Ramaphosa, que respondia a perguntas no Conselho Nacional de Províncias (NCOP) sobre a violência contra estrangeiros, citado pelo jornal TimesLive, editado na cidade de Joanesburgo.

O vice-presidente sul-africano acrescentou: “nós nunca apoiaremos uma proposta destas. E, além disso, não temos dinheiro para construir muros.”

No início da semana, em KwaZulu-Natal, a Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano pediu ao Governo do presidente Jacob Zuma que construa um “grande muro” ao longo da fronteira com Moçambique para impedir criminosos de roubar carros na região.

“Os criminosos simplesmente cortam a vedação de arame que separa os dois países e fogem. Por isso, nós queremos que seja construído aqui um grande muro para prevenir o crime transfronteiriço e queremos que o Governo desloque mais soldados para a região”, disse o responsável local dos jovens do ANC, Sandile Sibiya, citado por um jornal local, o Huffington Post.

O pedido foi feito durante uma visita de Jacob Zuma à região, como parte de uma campanha do Governo sul-africano contra o crime, que está a causar um aumento de tensões entre residentes e migrantes de Moçambique e Suazilândia.

Sobre a xenofobia, Cyril Ramaphosa anunciou que foram criadas pelo governo várias “equipas multissectoriais” para encontrar soluções contra o mal.

A fronteira entre Moçambique e África do Sul é composta por dois trechos separados, num total de 491 quilómetros de extensão. Entre os dois trechos está o território da Suazilândia, que se situa entre os dois países, fazendo com que haja pontos da fronteira que dividem os três países.

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