O PRESIDENTE da República quer que os dirigentes do Ministério da Saúde (MISAU) saiam dos gabinetes para melhor se aperceberem dos problemas que afectam o sector, fragilizando a qualidade do serviço prestado aos moçambicanos.

“Saiam dos gabinetes e vão combater a corrupção, casos de médicos que não trabalham enquanto são pagos, para ver a falta de limpeza, etc. É que, se vocês não saírem, nós vamos sair e desta forma estaremos a desacreditar-vos”, disse Filipe Nyusi, que ontem efectuou uma visita de trabalho a este ministério, onde orientou uma reunião extraordinária do Conselho Consultivo.

O Chefe do Estado, que escalou sucessivamente o Armazém Nacional de Medicamentos e Artigos Médicos, o Centro de Investigação e Treino em Saúde da Polana-Caniço, o Hospital Central de Maputo e o edifício do MISAU, não gostou do que viu e ouviu em relação à gestão de “stocks” de fármacos e à qualidade do atendimento aos doentes.

A visão de Filipe Nyusi é que os directores nacionais e outros quadros do sector abandonem aquilo o que apelidou de “departamentalismo” e se envolvam na melhoria dos serviços prestados ao cidadão, nomeadamente o fim das cobranças ilícitas, do absentismo do pessoal médico, do desleixo e falta de carinho pelos doentes.

Nyusi mostrou-se agastado com as frequentes queixas de doentes e utentes que alegam terem sido cobrados para receber os cuidados de que precisavam.

“A classe médica é nobre, não se compadece com trafulhices”, recordou o Presidente da República, acrescentando que, em todo o mundo, o médico é respeitado pelo valor e excelência do seu trabalho, e o MISAU, no seu todo, “não pode deixar que esta profissão seja banalizada”.     

Na interacção com os quadros, Filipe Nyusi soube que há desafios para conter os casos de malária, aliados à fraca participação das comunidades no combate à doença, nomeadamente através da adesão à pulverização e uso de redes mosquiteiras. Segundo disseram, impõem-se a melhoria da qualidade do atendimento hospitalar e a elevação dos rácios habitante-médico/enfermeiro.

 

No actual rácio, um médico está para 14 mil cidadãos, quando na África do Sul, por exemplo, a relação é de um médico por 77 pessoas. Os padrões internacionais recomendam que em cada 100 mil habitantes haja pelo menos 230 enfermeiros, mas no país a média é de 43 enfermeiros para o mesmo universo populacional.

O Chefe do Estado defende igualmente a ideia de se investir na educação das crianças, pois serão capazes de mobilizar as famílias e as comunidades nas quais vivem sobre boas práticas, em defesa da saúde colectiva.

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