O PRESIDENTE do município da Matola, Calisto Cossa, desafiou os jovens desta autarquia a serem proactivos na identificação e realização de projectos que concorram para o desenvolvimento da urbe, não deixando às lideranças locais o papel exclusivo de ditar o seu próprio.

Calisto Cossa falava, sexta-feira, durante um comício popular que orientou no bairro da Machava-sede, no âmbito do seu programa de governação aberta e inclusiva e que juntou munícipes de diferentes bairros do posto administrativo da Machava, predominantemente jovens.

Segundo defendeu, a tarefa de garantir o bem-estar dos munícipes não é exclusiva aos dirigentes do município. Pelo contrário, deve ser assumida por todos, sobretudo pelos jovens trabalhadores, os quais, bastantes vezes, demonstraram capacidades de fazer a diferença.

“Os jovens devem ser protagonistas do desenvolvimento. Se no seu bairro há uma via danificada e é pedreiro, tem de ter iniciativa de se aproximar ao Conselho Municipal e apresentar um projecto de recuperar a estrada, com o seu envolvimento directo. O município é vosso, cabe-vos a tarefa de intervirem para a superação dos diferentes desafios”, observou.

Admitiu que muitos jovens estão a realizar projectos de carácter individual, mas que acabam não tendo o mesmo impacto que os implementados por uma associação juvenil.

“Organizem-se e explorem todas as oportunidades que o Governo disponibiliza, como são os casos do Programa Estratégico de Redução da Pobreza Urbana (PERPU) e Fundo de Apoio a Iniciativas Juvenis (FAIJ)”, recomendou.

ESTRADAS AINDA PREOCUPAM

Apesar das profundas alterações registadas no sistema de mobilidade e transitabilidade no município da Matola, as condições das vias de acesso dominaram as intervenções dos populares que usaram da palavra na reunião orientada pelo presidente do Conselho Municipal da Matola. Os munícipes defenderam que estradas boas concorrem para uma melhor segurança, actividade comercial e seu bem-estar.

Ventura Alberto, do bairro Patrice Lumumba, queixou-se da degradação da via que liga o bairro Matola-Gare a Tenga, cujo estado desencoraja os transportadores semicolectivos de passageiros, e os que arriscam e colocam suas viaturas cobram valores exorbitantes para a distância percorrida.

“Os ‘chapas’ estão a cobrar-nos valores exagerados e justificam que a via está degradada. Pedimos uma intervenção do Conselho Municipal porque a situação actual encarece a nossa vida”, reclamou.

Júlio da Conceição, outro residente, apontou a via que liga os bairros Patrice Lumumba e São Dâmaso como um entrave ao desenvolvimento do posto administrativo da Machava. Segundo afirmou, a degradação desta via é acelerada pela danificação da tubagem de água.

“Ficamos sem água e sem estrada. Pedimos uma intervenção naquela zona”, disse.

Em resposta, Calisto Cossa indicou que a degradação de algumas vias está a ser acelerada pela circulação de camiões transportando carga pesada, alguns contornando as balanças instaladas ao longo da estrada Maputo-Witbank.

“São camiões que transportam sobretudo material de construção, e nós continuamos a dialogar com os proprietários das empresas para a observância da legalidade. Também não nos sentimos satisfeitos e estamos inconformados com a situação”, afirmou.

Exortou os munícipes a olharem para a Matola como um todo, tomando em consideração as estradas construídas ou reabilitadas noutros bairros, porque servem a toda população do município.

“Mediante a disponibilidade financeira, vamos intervir nas vias aqui apontadas. Felizmente, é consensual, e testemunhamos pelas vossas intervenções, que a mobilidade nos nossos bairros melhorou muito desde que assumimos a direcção do município. Assumimos o compromisso de continuar a responder gradualmente às vossas preocupações”, garantiu.

Apelou também os munícipes para pagarem regularmente os impostos municipais, pois é desse dinheiro que o Conselho Municipal precisa para investir em infra-estruturas indispensáveis para o crescimento da cidade.

“Temos de dar exemplo pagando os impostos. É da contribuição dos munícipes que podemos construir mais estradas e recolher melhor o lixo nos nossos bairros”, sublinhou.

….e interage com líderes religiosos

NA quinta-feira, Calisto Cossa interagiu com perto duma centena de líderes religiosos do posto administrativo da Machava, com objectivo de se inteirar das condições de funcionamento das suas congregações e discutir a percepção que têm sobre o desenvolvimento da autarquia.

No encontro, os participantes ressaltaram a necessidade de atribuição de espaços apropriados para a construção de locais de cultos e de títulos de Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT) para as congregações que já funcionam em locais devidamente parcelados, nos diferentes bairros.

Os religiosos também destacaram a necessidade de maior rigor na fiscalização das confissões religiosas que promovem poluição sonora em horários inapropriados, perturbando, por conseguinte, a tranquilidade da vizinhança.

Sebastião Matusse, da Missão Fé Apostólica, do bairro São Dâmaso, disse, a respeito, que as confissões religiosas funcionam com base num regulamento. Todavia, o referido instrumento não prevê penalizações para as que promovem poluição sonora, o que limita a sua intervenção na matéria.

Sobre o assunto, Calisto Cossa prometeu acções de identificação e sensibilização das igrejas para mudarem de actuação, e admitiu penalizações no quadro das posturas municipais. “Não podemos ter problema de agir sobre as igrejas que não cumprem as regras. Se se justificar, vamos agir para salvaguardar o bem comum”, afirmou.

O presidente do Conselho Municipal da Matola observou que, relativamente às confissões religiosas que reclamam atribuição de títulos de DUAT, será levado a cabo um trabalho de recenseamento das mesmas, para posterior fiscalização e emissão dos documentos, porque as autoridades municipais querem que todo o ocupante duma parcela tenha a respectiva documentação legal.

“O nosso programa de governação sublinha claramente o objectivo de atribuirmos títulos de DUAT aos nossos munícipes, e estamos a fazer isso. A vossa preocupação é também nossa, pelo que faremos de tudo para acelerar esse processo. As confissões religiosas são indispensáveis para moralizar e desenvolver o nosso município”, sublinhou.

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