A VILA municipal da Manhiça, a mais de 80 quilómetros a norte da cidade de Maputo, completou, recentemente, 60 anos da sua elevação a esta categoria, com os seus gestores a prometerem melhorar cada vez mais a prestação de serviços em diversas áreas.

Embora com sinais de desenvolvimento, o Presidente do Município, Luís Munguambe, considera que a insuficiência no fornecimento de água e de energia eléctrica aos munícipes continua a ser o grande constrangimento no seu mandato.

Munguambe disse que, quando foi empossado, escolheu quatro áreas como fundamentais para a sua governação, nomeadamente infra-estruturas, água e saneamento, educação e saúde.

Constava ainda como prioridade melhorar as relações entre os poderes político e administrativo e com os próprios munícipes, na perspectiva de garantir maior abertura na apresentação das preocupações dos residentes da autarquia.

Para o cumprimento de todas estas missões, segundo explicou, a primeira prioridade foi a aquisição de equipamentos, como pá niveladora, três camiões basculantes e uma retroescavadora para trabalhar na reparação de estradas e outras vias de acesso dentro do Município.

Como resultado destas acções, já se pode chegar, com facilidade, de bicicleta ou txopela, a alguns bairros, como é o caso de Xibukutsi, Mintileni e Magaba, cujos acessos eram difíceis. Está em curso a terraplanagem de outras vias, na zona de Ribzwene Nhambe, e as obras estão numa fase bastante avançada.

“Também compramos uma máquina de fabrico de pavêt, e como resultado disso algumas ruas da vila sede, a exemplo da rua 19, no troço entre a Avenida de Moçambique e o jardim municipal, está completamente pavimentada”, indicou.

Na área do saneamento, prioridade foi dada à melhoria do tempo de fornecimento de água, antes inferior a quatro horas por dia, estando agora o precioso líquido disponível a partir da seis horas até cerca das 14.00 horas.

“Resolvemos os problemas das fissuras que existiam na rede de distribuição; adquirimos bombas para todos os pequenos sistemas; aumentamos a capacidade de armazenagem no aeródromo, por exemplo, onde passamos de 20 para 90 mil litros de água disponível”, reforçou.

No sistema de abastecimento instalado na zona do clube da Manhiça, por exemplo, foi feita a  limpeza do tanque local, cuja metade estava repleta de lixo e, com isso, voltou a ter a sua capacidade inicial de 16 mil litros. Adicionou-se a esta infra-estrutura um tanque elevado e novo, de 42 mil litros, para estender a capacidade de distribuição a mais zonas.

O Presidente da autarquia da Manhiça asseverou que foi, também, construída uma nova rede de distribuição de 14 quilómetros, em Ribzwene e Aeródromo, e a nível dos bairros onde havia escassez da disponibilidade de água foram construídos furos com bombas manuais.

“Fazemos uma avaliação positiva deste trabalho, mas a nossa meta é continuar a trabalhar para que cada vez menos pessoas bebam água na mesma fonte e tenham uma ligação para o seu quintal”, disse Munguambe.

Actualmente, o Município tem mais de 60 mil habitantes e a rede de distribuição abrange pouco mais de 50 por cento da população, cifra considerada abaixo do desejado, segundo Luís Munguambe, que quer garantir a prestação deste serviço a toda a população da vila municipal da Manhiça.

CA//

Acesso e qualidade de energia

ainda continuam preocupantes

O Presidente do Município da Manhiça disse que a qualidade de energia e a sua disponibilidade ainda são um problema para o Conselho Municipal, não obstante ter aumentado o número de pessoas com acesso a este recurso.

“Há muitas zonas que têm energia e outras não mas, mesmo onde há ligações, povoados há que continuam sem acesso a este recurso. Exemplo dos bairros de Maciene, Kambeve e Manhiça-Sede, onde há situações de fraca qualidade, ou de porções de povoados ainda sem ligação”, disse, apontando os bairros Mintilene, Balukwene e Xibukutsa como sendo graves.

Mesmo sem apresentar números exactos, Luís Munguambe referiu que, quando iniciou o mandato autárquico, era elevado o número de pessoas que não estava conectado à rede pública de energia eléctrica.

“Trabalhamos com a Electricidade de Moçambique (EDM), para alargar a disponibilidade de energia eléctrica a mais bairros da autarquia, de modo a abranger mais pessoas. Mas pretendemos que o nosso Município esteja todo electrificado”, afirmou. 

 

CA//

Mais salas de aula

e serviços de saúde

A educação e a saúde são duas áreas que, nos últimos três anos, mereceram atenção das autoridades municipais da vila da Manhiça e, exemplo disso, é que, nesse período, foram construídas novas salas de aula, nas escolas primárias de Malongane, Mulenbzwa, Machekane e Mintileni.

“Também disponibilizámos 500 carteiras duplas, o que significa uma disponibilidade para mil crianças que antes sentavam no chão. Esta iniciativa, faz parte de um plano que inclui outras 200 carteiras que estão a ser fabricadas”, afirmou o dirigente autárquico, acrescentando que estes trabalhos incluíram a reabilitação e cobertura de outras infra-estruturas escolares, que tinham sido afectadas pelo vendaval que, no primeiro trimestre, se abateu sobre a região Sul do país.

Ainda nessas duas áreas, foram formados agentes polivalentes, em cuidados de saúde para trabalharem com a população nos bairros; melhoradas as condições do posto de saúde de Chibukutsu e adquiridos painéis solares para iluminar a mesma unidade sanitária.

“Construímos um hospital de raiz, uma maternidade e uma residência para enfermeiros em Magaba. Também estamos a fazer salas anexas, em Ribdzwene, para permitir que os alunos que vivem distantes da vila tenham aulas do ensino secundário”, acrescentou.

ADD//

Melhora relação com os munícipes

Luís Munguambe disse ao “Notícias” que, nos últimos tempos, está a melhorar a relação entre o Conselho Municipal e os munícipes, sendo resultado disso a melhoria na colecta de receitas e o retorno que recebe da população face ao desempenho da autarquia.

“Convidamos os munícipes a participarem na orçamentação de algumas actividades. Temos um ciclo de reuniões, que vinham acontecendo para que os munícipes fizessem recomendações e críticas ao nosso trabalho”, afirmou, acrescentando que isso concorre para que as receitas tenham a tendência de subir, de ano para ano e de várias fontes.

“Começámos com uma série de trabalhos de sensibilização e conseguimos pôr os líderes tradicionais a trabalharem no processo de cobranças. Saímos dos anteriores 400 mil meticais mensais para cerca de dois milhões de meticais por mês”, explicou.

Como resultado, o Município conseguiu adquirir cinco contentores de lixo, de seis metros cúbicos, e um camião porta-contentores, para recolha de resíduos sólidos e a experiência é considerada positiva

Está em curso a compra de 10 contentores, com as mesmas capacidades, para colocação em locais com maiores aglomerados populacionais.

As receitas também contribuíram para a construção de casas de banho, nos mercados de Galane e Nwankakane, e foram melhoradas outras na escola primária sede e noutros estabelecimentos de ensino situados nos arredores da vila.  

Munguambe lamentou o facto de a vila municipal estar a ser afectada pela erosão, cuja solução, segundo afirmou, está fora do alcance da autarquia.

PERFIL DA MANHIÇA

Declarada vila a 18 de Maio de 1957, a vila-sede da Manhiça foi municipalizada em 1998 e tem uma superfície de cerca de 250 quilómetros quadrados e uma população de cerca de 60 mil habitantes, divididos em 14 bairros.

Desde a sua municipalização, teve três presidentes, nomeadamente Laura Tamele, Alberto Chicuamba e o actual, Luís Munguambe, todos membros da Frelimo.

O Município faz parte do território do distrito da Manhiça, a norte da cidade capital, que tem limites geográficos, a Norte, com o distrito de Bilene Macia, província de Gaza, a Leste com o Oceano Índico, a Sul com o distrito de Marracuene, a Oeste com o distrito de Moamba e a Oeste- nordeste com o distrito de Magude.

O distrito tem uma superfície de 2. 380 Quilómetros quadrados e uma população de 157. 642 habitantes. A principal actividade económica é a agricultura do tipo familiar, secundada por uma indústria suportada por duas açucareiras, da Marágra e do Xinavane, e outras pequenas e médias indústrias que garantem emprego a uma parte da população local.

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