Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A CRISE económica e a tensão político-militar marcaram o início do ciclo de governação do Presidente Filipe Nyusi, o que exigiu da sua parte um grande empenho para assegurar o cumprimento do seu programa de governação. Nesta primeira metade do mandato, iniciado a 15 de Janeiro de 2015, foi revelada a firmeza e dedicação do Chefe do Estado pela causa da nação.

Cidadãos entrevistados ontem pelo “Notícias” convergem na análise de que foi necessária uma postura de estadista e determinação para inverter o cenário que se vivia no país, na altura da tomada de posse.

O PR manteve-se firme - segundo Alexandre Muianga

Alexandre Muianga, residente em Maputo, considera que o mandato do Presidente Nyusi teve um bom início porque todas as condições estavam criadas para a instalação do seu governo, embora caracterizado desde o princípio por alguns problemas financeiros que obrigaram à tomada de medidas de racionalização de meios.

Apesar da situação económica gerada pelo corte da ajuda externa, relacionadas com as chamadas dívidas não declaradas, o Presidente permaneceu firme na condução dos destinos do país, o que resultou nos progressos que estão a ser alcançados.

A par das questões económicas que o país enfrentava, aliado à instabilidade político-militar que impedia a livre circulação de pessoas e bens, condicionando o desenvolvimento, uma vez mais foi determinante a firmeza do Chefe do Estado.

“Houve a criação das comissões de diálogo entre o Governo e a Renamo, mas cedo se apercebeu de que havia a necessidade de assumir directamente os contactos com o líder da Renamo e mostrou que a paz está acima de qualquer interesse. Esta primeira metade do mandato foi caracterizada também pelos progressos alcançados com os novos projectos que estão a dar uma nova perspectiva à economia, para além da mobilização que o Presidente Nyusi faz para o envolvimento da população na produção. Como resultado, vamos ter este ano a maior produção jamais conseguidas nos últimos 20 anos”, disse Muianga, para quem a promessa de retoma do apoio à economia é um bom sinal.

A expansão da rede de energia eléctrica para mais pessoas é também um ganho que espevita a produção e, para Muianga, esta crise experimentada veio dar mostras de que há grande capacidade interna de produzir e gerar riqueza que beneficie os moçambicanos.

No seu entender, constituem principais desafios para a próxima metade do mandato a consolidação da capacidade produtiva e do diálogo que traga a paz efectiva para o país continuar a mobilizar a população que já está a produzir, o que pode ser testemunhado em qualquer parte do meio rural e urbano.

Paz efectiva e combate à corrupção - afirma António Boene

O jurista António Boene considera que para avaliar esta primeira metade da governação do Presidente Filipe Nyusi é importante olhar para as condições em que assumiu a direcção do país, nomeadamente a situação económica desfavorável e a tensão político-militar.

Na sua opinião, esta situação, conjugada com a seca severa que caracterizou a zona sul e cheias no norte, impunha um grande envolvimento por parte do PR para enfrentar os factores internos e externos que condicionaram a sua governação porque, segundo ele, com estes constrangimentos não havia possibilidade de produzir e a economia ficava estrangulada.

“Houve um grande esforço de mobilizar a população para se envolver na produção, numa situação de seca severa e na busca da paz, que acho ter sido um grande ganho até aqui alcançado pelo Presidente Nyusi. O grande desafio que os moçambicanos têm neste momento é o seu envolvimento no trabalho, sobretudo na agricultura, para melhorar a produção, que neste ano poderá ser a maior dos últimos 20 anos”, disse Boene, sublinhando que a grande expectativa para a próxima metade da governação de Filipe Nyusi é o alcance da paz efectiva para Moçambique.

Para além da paz efectiva e a retoma da economia, António Boene aponta as melhorias no combate à corrupção nas instituições públicas e privadas e outros sectores. Considera estas acções como fundamentais para a economia porque este fenómeno, segundo suas palavras, pode encravar o desenvolvimento do país.

As calamidades iam atrapalhar Nyusi - considera Filomena Mutoropa

As calamidades naturais que afectaram o nosso país nos últimos dois anos complicaram o exercício do novo Governo saído das eleições de 2014, de acordo com a delegada provincial do Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO) em Nampula, Filomena Mutoropa.

Esta dirigente partidáriada oposição considera que o Presidente Filipe Nyusi assumiu a presidência num momento em que o país estava a sofrer com as calamidades naturais, com a seca no sul do país e cheias e vendavais no centro e norte.

Contudo, segundo ela, os apelos lançados para a produção revelam a sua preocupação em acabar com a fome no país, o que é positivo para um Chefe do Estado preocupado com o seu povo.

“Há dois anos e meio o metical havia atingido um nível de depreciação muito acentuado, no entanto, agora está a melhorar  face às outras moedas e a contribuir para a redução do custo de vida”, disse Filomenna Mutoropa, para quem esta é uma postura de um Chefe do Estado preocupado com a sua nação.

Acrescenta que neste momento o trabalho desenvolvido pela população é bastante notório em todos os sectores de produção, facto que resulta da mobilização e feita pelo Presidente da República.

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