O PRESIDENTE da República (PR), Filipe Nyusi, exortou ontem a todos os cidadãos a considerarem que a guerra é uma forma bastante ultrapassada de viver e a assumir a paz como única alternativa para se construir a nação, e um futuro de estabilidade para o país.

Falando depois de depositar uma coroa de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo, por ocasião da passagem 25º aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP), Filipe Nyusi garantiu que vai manter a sua determinação até que o país alcance uma paz efectiva.

É nesta perspectiva, segundo disse, que na terça-feira manteve contacto com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, para felicitá-lo pela data e renovar os apelos ao diálogo. “Já foram dados passos bastante significativos para uma paz efectiva e, neste momento, está a ser definido o roteiro para trazer aos moçambicanos o conteúdo do diálogo”, acrescentou.

O Chefe do Estado apelou a todos os actores sociais, desde a família, as confissões religiosas, a sociedade civil, os partidos políticos, as instituições de ensino e de pesquisa a participar activamente na educação dos cidadãos e na consolidação de uma cultura nacional de diálogo e harmonia.

Ele afirmou que a paz é a maior conquista dos moçambicanos, um dos mais nobres valores da independência nacional, daí a necessidade de se reavivar o espírito do AGP, avaliar o seu conteúdo e a implementação para o sucesso com o incessante processo de diálogo em curso.

“Moçambique viveu ameaças à paz que trouxeram à memória de todos o reabrir de velhas feridas e abriram novas no relacionamento entre os moçambicanos. De forma unânime, o povo reafirma que a paz é um bem, um valor sagrado e inalienável. Por isso, estamos a fazer tudo ao nosso alcance e manteremos essa determinação até que alcancemos uma paz efectiva e definitiva”, reiterou Filipe Nyusi, acrescentando que essa é a única alternativa para o desenvolvimento de Moçambique.

Sobre a celebração dos 25 anos do AGP, Nyusi afirmou que este dia proporciona uma excelente oportunidade para render homenagem àqueles compatriotas que, de forma abnegada, com alto sentido de pátria, missão e visão deram o seu melhor na condução de longo e árduo processo de negociação que permitiu alcançar consensos.

Agradecimentos foram igualmente endereçados à Comunidade Sant’Egídio, ao governo italiano, à comunidade internacional e às organizações da sociedade civil, principais mediadores e facilitadores das negociações para a paz em Moçambique.

Filipe Nyusi homenageou igualmente a todos os compatriotas que lutam pela defesa do interesse nacional, da soberania, democracia multipartidária, unidade e desenvolvimento.

A cerimónia da Praça dos Heróis contou com a presença dos dois antigos presidentes da República, Joaquim Chissano e Armando Guebuza, da presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo Ndlovu, membros do Governo, corpo diplomático acreditado em Maputo e demais personalidades da sociedade moçambicana.

O Acordo Geral de Paz foi assinado a 4 de Outubro de 1992 na capital italiana, Roma, pelo então Presidente da República Joaquim Chissano e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e pôs termo a 16 anos de conflito militar que ceifou vidas humanas, destruiu infra-estruturas e devastou os esforços de desenvolvimento do país.

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