O XI Congresso do partido Frelimo, que teve lugar de 26 de Setembro a 2 de Outubro corrente na cidade da Matola, província de Maputo, resgatou a esperança de um país melhor e cada vez mais coeso, segundo afirmaram delegados ouvidos pelo “Notícias” no decorrer do evento.

Nilza de Fátima Nelson Chipe afirmou que o XI Congresso foi uma oportunidade para que a juventude pudesse aprender e colher dos experientes, mas também dar o seu singelo contributo aos instrumentos que guiarão o percurso do partido nos próximos cinco anos.

Para esta delegada, o facto de os membros da Frelimo terem passado em revista dispositivos que regem as suas actividades, nomeadamente os estatutos e o programa, ajuda-os a tomarem o melhor posicionamento sobre a necessidade da sua contribuição para que o partido possa trazer soluções apropriadas de governação e de integração dos moçambicanos na promoção de desenvolvimento mais inclusivo e que respeite os superiores interesses dos cidadãos.

Destacou a apreciação do relatório do Comité Central ao XI Congresso, que espelha as actividades realizadas pelo órgão nos últimos cinco anos em vários domínios, nomeadamente mobilização, componente social, económica, política e inserção dos cidadãos em diversas frentes.

“O facto de nos termos juntado neste Congresso, reflectindo o vasto manancial que o país possui do Rovuma a Maputo e não só, como também os nossos compatriotas camaradas na diáspora, foi uma oportunidade soberba para interagirmos mais uns com os outros. O XI Congresso foi um da unidade, da paz e do desenvolvimento, mas também uma oportunidade de celebrar o partido cinquentenário, celebrar a independência que foi sabiamente conduzida e conquistada pela Frelimo e fazermos uma introspecção, sobretudo nós os jovens. Saímos do Congresso mais fortalecidos”, disse.

Nilza Chipe afirmou que a juventude se mobilizou e com enorme satisfação testemunhou a recondução de Nyusi a presidente do partido, bem como a sua proclamação como candidato da Frelimo nas eleições de 2019.

No desafio da condução dos destinos do partido, indicou, é necessário que todos os militantes e simpatizantes caminhem lado a lado com Filipe Nyusi, aliás, tal como foi referido por Joaquim Chissano, presidente honorário, no acto de tomada de posse do presidente da Frelimo.

Sobre o novo Comité Central, Nilza Chipe disse tratar-se de um órgão que reflecte uma diversidade enorme dos membros do partido, ostentando uma ligação intergeracional muito forte, o que, segundo afirmou, contribuirá para que as decisões tomadas pelo Congresso estejam bem encaminhadas em termos de seu cumprimento.

“Penso que é uma responsabilidade enorme dos próprios congressistas levar a informação e o resultado do trabalho que tivemos para tantos outros camaradas e para a nossa sociedade em geral. Penso que este Congresso nos resgata bastante a esperança de vermos Moçambique em paz, próspero e mais desenvolvido. Resgata a esperança de vermos o partido Frelimo muito mais coeso do que já é, mais inovador e que mobilize muito mais compatriotas nossos à sua causa”, afiançou.

Relativamente ao novo secretário-geral, disse esperar que, sob a liderança do presidente do partido, possa garantir junto dos camaradas que a Frelimo assegure a vitória nas eleições que se avizinham. Acrescentou que a juventude gostaria que a comunicação dentro do partido fosse cada vez mais reforçada e fluida, a fim de mobilizar mais quadros para o engajamento no seu programa.

Nova dinâmica

PARA Lurdes Daniel, o Congresso conferiu nova dinâmica ao partido no poder, porquanto foram analisados assuntos e tomadas decisões de vital importância para o seu funcionamento. Lurdes Daniel disse acreditar que o presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, pretende operar transformações positivas visando “quebrar a rotina”.

“O partido Frelimo é repleto de camaradas. O presidente Nyusi é jovem e nós, a juventude, estamos com ele, queremos que ele traga uma nova dinâmica no partido. Para mim, mudança, mudança, mudança!”, afirmou.

Sobre o programa do partido aprovado no Congresso, disse que a juventude, em particular, vê-o com grande expectativa, no sentido de que muitos dos problemas que enfrenta estão nele devidamente reflectidos e estão claramente identificados os caminhos visando à sua solução.

“A habitação está lá inscrita; temos o problema de transporte, que se faz sentir no país, sobretudo na cidade de Maputo; na questão da água e energia eléctrica, apesar de a Cahora Bassa ser nossa, ainda enfrentamos desafios, sobretudo nas localidades. O programa que aprovamos neste Congresso reflecte as preocupações e anseios dos moçambicanos”, indicou.

Em termos de expectativas, Lurdes Daniel afiançou que a partir do XI Congresso os membros e militantes da Frelimo estarão mais unidos e coesos ainda, sob a liderança do presidente Nyusi que, disse, está a resgatar os valores que haviam sido relegados, incluindo algumas figuras “notáveis” e que constituem “bibliotecas” do partido.

“Falo, a título de exemplo, de Jorge Rebelo, Óscar Monteiro, que hoje estão aqui e falaram. Isto é o que Nyusi está a trazer para nós, outras dinâmicas ao partido e não a arrogância, a exclusão. Todos nós na Frelimo temos espaço. Todos os camaradas que trazem boas ideias são bem-vindos e que cada um seja ouvido”, defendeu.

Divulgar as decisões na base

PARA Rui Sixpence Conzane, que participou no Congresso representado o círculo eleitoral da Europa e Resto do Mundo, tratou-se dum evento que lhe permitiu colher muitas experiências e amadurecer a sua capacidade de reflexão, pois encontrou camaradas que já acumulam um grande “background” político, com os quais trocou impressões sobre os assuntos inerentes ao partido.

“Esta é uma experiência particular, mas também é uma experiência comum, porquanto tivemos as cinco teses do Congresso discutidas na base. Quando falo da base, refiro-me às células, círculos, comité dos círculo, com a comunidade, assim como o comité de zona, no caso da diáspora. Nestas discussões, tivemos a oportunidade de aprofundar as nossas ideias, os diversos documentos que foram discutidos, no caso os estatutos e o programa do partido que vai servir de base de manifesto para o presidente do partido e nosso candidato a presidente da República”, disse.

Sublinhou que mais importante também, como documento que servirá de base para a actuação do partido nos próximos cinco anos, é o discurso proferido pelo presidente Filipe Nyusi na abertura do Congresso. Rui Conzane disse mesmo que o discurso de Nyusi devia ser distribuído a diferentes níveis do partido.

Defendeu que os delegados que tomaram parte nos trabalhos do XI Congresso devem assumir a responsabilidade de transmitir na base o que aprenderam deste evento, pois não basta que tenham participado na magna reunião ou aplaudido as suas decisões.

“O mais importante é a aplicação daquilo que foi discutido. Eu acho também que nós devíamos recuar um pouco no tempo e fazer uma radiografia da vida do partido e também do Governo. O que eu levo daqui é a forma como os documentos foram discutidos, como o camarada presidente do partido abriu espaço para que cada um pudesse exprimir o que tinha no coração. A aplicação do que foi discutido é a tarefa de cada militante. O importante é transmitir ao povo o que realmente quer saber de nós”, afirmou.

Conzane disse que o programa da Frelimo e as decisões saídas do seu XI Congresso estão inevitavelmente ligados aos moçambicanos. Os resultados da sua materialização terão impacto em todos os cidadãos.

“Como o slogan do Congresso diz, temos o desafio da unidade, paz e desenvolvimento. Os filósofos dirão que este slogan é uma estratégia, mas outros dirão que não, mas sim uma definição daquilo que deve ser feito. O importante não é a palavra, mas sim a implementação do que está por detrás desta palavra. Ou seja, se falamos da unidade nacional e da coesão, isto deve começar na própria Frelimo. Se falamos da paz, todos queremos que o país tenha paz duradoura. No que diz respeito ao desenvolvimento, vermos quais são as áreas que o país precisa para se desenvolver. Temos áreas como o turismo, agricultura, infra-estruturas. Eu acho que a discussão

Convergência de posições impressionante

ALSÁCIA Chochoma disse ter ficado bastante impressionada com a convergência de posições das diferentes delegações que participaram no XI Congresso, relativamente à proposta de candidatura de Nyusi nas presidenciais de 2019. Segundo afirmou, todas as delegações provinciais saudaram e ovacionaram a decisão da Comissão Política do partido de aclamar Filipe Nyusi candidato à presidente da Frelimo e, por esta via, à chefia do Estado.

“Os delegados pediam, apelavam e aconselhavam que neste Congresso o camarada presidente Nyusi fosse eleito candidato às eleições gerais de 2019 porque granjeia simpatiza nos camaradas. É um presidente humilde e está preocupado com o bem-estar do povo moçambicano”, afirmou, sublinhando que a forma como as posições dos delegados foram manifestadas é histórica, sem igual e imbuída de elevado sentido político e patriótico.

Alsácia Chochoma disse que os assuntos tratados no Congresso transcendem a dimensão partidária e ancoram os superiores interesses dos moçambicanos, independentemente das suas diferenças. Indicou que esses assuntos foram, primeiro, objecto de auscultação e debate na base, para o seu enriquecimento.

“A questão da água foi reforçada nas discussões; na questão da energia eléctrica, pese embora tenhamos maior parte dos distritos já electrificados, há a necessidade de estendê-la até à unidade básica dos distritos. As vias de acesso também foram objecto de debate, pois estas permitem a mobilidade de pessoas e bens, garantindo o crescimento económico. Houve muita produção e a população precisa fazer o escoamento dos seus produtos para o mercado. Para isso, há toda uma necessidade de garantir estradas em boas condições de transitabilidade”, apontou.

Sobre a paz, disse que os congressistas defenderam peremptoriamente que ela seja efectiva, porque é uma prioridade dos moçambicanos, condição para o desenvolvimento e criação do bem-estar. Saudaram os esforços do presidente Filipe Nyusi para trazer a paz duradoura para o país, com contactos directos com o líder da Renamo, sendo exemplo disso a sua recente deslocação à serra da Gorongosa para o encontro com Afonso Dhlakama.

“O camarada presidente Filipe Nyusi garantiu aos congressistas e a todo o povo moçambicano que tudo irá fazer para termos paz. Ao fazer isto, está a cumprir o seu discurso inaugural. Fiquei bastante comovida porque, após a sua reeleição para presidente do partido, ele disse que não era apenas para servir a Frelimo, mas a todo o povo moçambicano”, disse, acrescentando que os debates havidos no XI Congresso foram abertos e francos, numa contribuição clara ao aprimoramento do programa do partido.

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