Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

MILHARES de pessoas testemunharam, sábado, o último adeus a Mahamudo Amurane, presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, assassinado a tiro no passado dia 4 de corrente mês.

O mar de gente espalhou-se desde o edifício do município até ao Cemitério da Faina, num trajecto de pouco menos de 10 quilómetros, manifestando a sua solidariedade mas, sobretudo, sentimento de repulsa e consternação pela morte violenta do autarca.

As principais mensagens foram de dor, emoção e tristeza, mas também de apelo às autoridades policiais para que trabalhem no sentido de identificar, o mais rápido possível, os autores do macabro crime.

A Associarão Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAMM), representada pelo respectivo presidente, Tagir Carimo, considera a morte bárbara do edil de Nampula o silenciar de um colega de trincheira que lutava pelo bem da municipalização em Moçambique.

O Conselho Empresarial Provincial de Nampula também destacou as qualidades de Mahamudo Amurane como um líder exemplar, trabalhador, competente, inteligente e, sobretudo, dedicado à causa da cidade de Nampula, onde os seus feitos são visíveis.

A Plataforma da Sociedade Civil de Nampula, as confissões religiosas e o próprio Conselho Municipal exaltaram, igualmente, o trabalho de Mahamudo Amurane, frisando que ele fez com que hoje os residentes tivessem um maior sentido de pertença do município, sobressaindo a sua dedicação e, particularmente, coragem demonstradas na direcção da autarquia.

Mahamudo Amurane foi morto num dia em que o país comemorava mais um aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz, que colocou fim à guerra de 16 anos entre o Governo e a Renamo.

As relações entre Mahamudo Amurane e o seu partido MDM andavam conturbadas, não se sabendo se esta seria a razão que justifica o pedido dos familiares do malogrado para que o presidente do MDM, Daviz Simango, e outros membros do partido não fizessem parte de todas as cerimónias fúnebres.

Entretanto, A Polícia da República de Moçambique (PRM) já está no encalço dos presumíveis autores do crime e já avançou que existem testemunhas “bastante importantes” que poderão ajudar a identifica-los para responderem em juízo.

Mahamudo Amurane nasceu no dia 3 de Julho de 1973, no posto administrativo de Itoculo, distrito de Monapo, província de Nampula. Deixa viúva e dois filhos. 

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