Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

MOÇAMBIQUE e Tanzania reafirmaram, domingo, em Pemba, o seu alinhamento no combate à imigração ilegal, pirataria marítima, delapidação de recursos naturais, entre outros crimes, num encontro bilateral que também abordou os ataques a Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, perpetrados por homens armados com ligações ao extremismo islâmico.

Tratou-se duma reunião bilateral dirigida pelos ministros da Defesa de Moçambique e da República Unida da Tanzania, respectivamente Atanásio Salvador M’tumuke e Hussein Aly Hassane Mwinyi, que juntou também equipas de peritos nas áreas policial, exército e da secreta dos dois países.

O encontro tinha como objectivo partilhar informações sobre a situação política, económica e social de ambos países e definir estratégias para a prevenção e combate aos crimes transfronteiriços, imigração, exploração ilegal e protecção dos recursos naturais.

No final do encontro, Atanásio Salvador M’tumuke disse à Imprensa que a reunião de Pemba esteve enquadrada nas excelentes relações de amizade, solidariedade e boa vizinhança entre Moçambique e Tanzania. Acrescentou que a reunião constituiu a materialização das decisões tomadas a 14 de Dezembro de 2017 pelos presidentes Filipe Nyusi e John Magufuli, na cidade de Dodoma, no país vizinho.

“Falamos de tudo o que tem a ver com a segurança nos dois países, desde a migração ilegal, pirataria, o comércio, delapidação de recursos naturais, tudo o que mexe com a vida dos dois países”, disse o titular da pasta da Defesa Nacional.

Questionado se as duas partes teriam abordado a questão da movimentação dos homens armados com ligações islâmicas que criam terror nos distritos de Mocímboa da Praia e Palma, M’tumuke afirmou que por se tratar de um assunto que também tem a ver a com segurança foi discutido. Entretanto, o governante não entrou em detalhes sobre o asusnto.

Por seu turno, Hussein Mwinyi descreveu o encontro como tendo sido frutífero.

“A reunião foi muito frutífera. Como sabem, há novos desafios como, por exemplo, o terrorismo, crimes transfronteiriços, pirataria, entre outros. A partir de já, os nossos países vão cooperar no combate a estes males. Para os criminosos da Tanzania que se encontram aqui em Moçambique, incluindo os homens armados que aterrorizam Mocímboa da Praia, devem ser tomadas medidas necessárias”, afirmo.

Recorde-se que, a 5 de Outubro de 2017, um grupo de homens armados com ligações islâmicas atacou, em simultâneo, três posições da Polícia da República de Moçambique, matando agentes da corporação e civis, no distrito de Mocímboa da Praia. Desde aquela data, a situação militar continua tensa, pois os indivíduos em causa ainda continuam a se movimentar e a matar.

Entre os integrantes do grupo, para além de moçambicanos, fala-se também de envolvimento de tanzanianos, somalis e sudaneses.

Um comunicado do Ministério da Defesa Nacional distribuído momentos depois do encontro indica que as delegações concluíram que a avaliação das medidas tomadas na reunião bilateral e a matriz de acções serão objecto de reflexão na sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança, a ter lugar na Tanzania em data ainda a acordar.

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