Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

Representantes de algumas confissões religiosas no país defendem que desde que tomou posse, o Presidente da República, Filipe Nyusi, esforçou-se para garantir que a paz seja uma realidade em Moçambique, usando a humildade como um dos instrumentos de negociação.

Apesar de ter herdado um país com uma série de problemas, eles consideram que Filipe Nyusi mostrou coragem e determinação ao encarar todas as situações como desafios da sua governação e iniciar a busca de soluções concretas.

Apontaram a questão da instabilidade político militar e a crise económica, resultante de vários factores, como os principais problemas que chegaram a desestabilizar o estilo de vida dos moçambicanos, causando a degradação de alguns valores morais.

Entretanto, segundo os religiosos, o Chefe do Estado conseguiu, ainda que não de forma definitiva, resgatar a moral dos moçambicanos ao despir-se das suas qualidades e funções para ir atrás das soluções destes problemas.

Apontaram, como resultados desses esforços, a estabilidade política que se vive no país, permitindo que os moçambicanos se concentrem mais nas suas actividades laborais, religiosas e outras particulares, o que contribuiu para o retomar da economia.

Devolveu confiança aos cidadãos

O Arcebispo da Diocese de Maputo, Dom Francisco Chimoio, considera que o Presidente Filipe Nyusi tomou posse num ambiente de catástrofes ambientais, políticas e económicas que obrigaram a um grande e corajoso exercício visando restabelecer a confiança dos moçambicanos.

Dom Chimoio referiu-se à questão do conflito político-militar, como um dos problemas que em 2015 perturbava a tranquilidade dos moçambicanos a ponto de estes pensarem que, na tomada de posse, o Chefe do Estado tinha feito um discurso que não seria cumprido.

“Mesmo com os desafios que se viviam na época, houve um crescimento económico e o país voltou a viver a paz em resultado da vontade do Presidente Nyusi de dar volta às diferenças e ir atrás do líder da Renamo para dialogar e valorizar aquilo que foram as suas promessas no discurso de tomada de posse”, disse o padre.

Afirmou que para além de conseguir resgatar a paz depois do fracasso das negociações com a mediação internacional, o Chefe do Estado demonstrou que era possível encontrar as soluções dos problemas do país mesmo sem precisar de intervenção externa.

Na área económica, segundo o padre, o Presidente Nyusi conseguiu estimular os moçambicanos a trabalharem para restabelecer a sua auto confiança e incentivarem os investidores nacionais e estrangeiros a apostarem mais no país.

Para além disso, Filipe Nyusi mostrou que os moçambicanos são capazes de superar as suas dificuldades, recorrendo a meios e recursos próprios desde que todos se entreguem ao trabalho.

O clérigo afirmou que como desafios para os próximos anos do seu mandato, Filipe Nyusi deve trabalhar resgatar a imagem do país na região, no continente e no resto do mundo uma vez que Moçambique deu exemplo de união, desde a assinatura dos Acordos Gerais de Paz em 1992.

Apontou o combate a corrupção nas instituições públicas como outro desafio que o Presidente da República deve superar para que os moçambicanos voltem a restituir a sua confiança às instituições públicas.

“Tal como ficou demonstrado, para o espanto de todos, o Chefe do Estado deve manter o diálogo para que todos os problemas do país sejam ultrapassados de forma pacífica e Moçambique volte a ser uma nação exemplar na solução das suas diferenças”, sugeriu.

Cumpriu a sua promessa

Felicidade Chirindza, representante do Conselho Cristão de Moçambique (CCM), considera que nos primeiros três anos do seu mandato o Presidente Filipe Nyusi cumpriu com parte das suas promessas, entre estas, a de não descansar enquanto não trouxesse a paz para os moçambicanos.

Afirmou que a paz que se vive no país é resultado da abertura do Chefe do Estado ao diálogo e como resultado disso pararam as mortes, a destruição de infra-estruturas. As pessoas e bens já podem circular de um ponto para o outro, em todo o país.

Chirindza disse que apesar de ter encontrado o país em situação de crise, Filipe Nyusi conseguiu motivar os cidadãos a se empenharem no trabalho, particularmente na agricultura, para conseguirem resultados que permitam a redução da dependência em relação às importações.

Para a representante do CCM, Filipe Nyusi mostrou que é possível os moçambicanos se entenderem entre si e buscarem as melhores soluções para os seus problemas ao se deslocar a Gorongosa ao encontro do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, para discutir a paz.

Nesta perspectiva, segundo a religiosa, há igualmente que se reconhecer o papel de Afonso Dhlakama nesse processo porque também mostrou-se sensível à necessidade de se restabelecer a paz e o bem-estar dos moçambicanos.

“Neste sentido cabe a nós, moçambicanos, apoiar esta iniciativa. Este apoio tem que partir das nossas famílias, onde deve começar a ser cultivada a paz e alargada à comunidade e, por fim, em toda a sociedade”, sugeriu Felicidade Chirindza para quem não se justifica cobrar às lideranças coisas que o próprio cidadão não consegue dar a si próprio.

Acrescentou que, tal como qualquer humano, Filipe Nyusi também cometeu as suas falhas movido pela vontade de encontrar as melhores soluções para os problemas do país, mas estes erros não podem transcender as coisas certas e positivas por ele realizadas.

Faltando dois anos para o fim deste mandato, Felicidade Chirindza defende que nos próximos tempos o Presidente Nyusi tem que continuar a ser o homem que aceita as diferenças de opinião, que se preocupa com o seu povo e que trabalha para pôr fim aos males que enfermam a sociedade.

Felicidade Chirindza disse ainda que em relação à moralização da sociedade, as igrejas devem desempenhar o seu papel de educadoras, evitar a exclusão de pessoas porque elas pensam de certa maneira e promover a unidade.

Deu exemplo de humildade

Para o representante da Comunidade Islâmica de Moçambique, Sheik Aminudine, o Presidente Filipe Nyusi encontrou o país num estado crítico, moral, social, política e economicamente, mas o seu exemplo de humildade contribuiu para minimizar os efeitos destes problemas.

Entre tantas outras coisas, o entrevistado destacou a deslocação de Filipe Nyusi à Serra da Gorongosa ao encontro do presidente da Renamo para o restabelecimento da paz no país como um dos acontecimentos mais importantes destes três anos.

“Foi um exemplo de humildade que trouxe esperança para o povo. Agora vamos esperar que essa humildade seja contínua e que aceite discutir os outros pontos que estão em debate para que o país alcance uma paz efectiva e se concentre no seu desenvolvimento”, afirmou o Sheik.

Para este religioso, o desempenho do Chefe do Estado não se limitou a buscar a paz, mas também impulsionou as pessoas ao trabalho como forma de estas assumirem que também podem subsistir a partir do seu próprio esforço.

Afirmou que em 2015 o país vivia um clima de tensão face à eclosão da questão das dívidas não declaradas, que ditaram o afastamento dos parceiros internacionais e agravaram a situação da crise e a desconfiança total do Governo em relação à população e ao mundo.

“É preciso assumirmos que para além da situação interna, a crise também deriva de factores externos a que o país não pode ficar alheio. Mas, com algum esforço o Chefe do Estado e o seu Executivo conseguiram manter o país a funcionar”, disse o religioso.

Acrescentou que, em paralelo, as confissões religiosas sempre deram o seu contributo para a moralização da sociedade na perspectiva de esta manter a sua fé e esperança de que todos os problemas têm a sua solução, por mais que tarde a chegar.

“Vamos continuar a educar os cidadãos e as novas gerações, em particular, para que assumam a necessidade de construção de uma sociedade mais justa e com igualdade de direitos e oportunidades para todos”, disse

Sheik Aminudine afirmou que, encontrada a formula para a paz, nos próximos anos o Presidente Nyusi precisa trabalhar para que o país retome os índices de desenvolvimento que vinha registando.   

Falou igualmente da necessidade de o Executivo trabalhar para combater o fenómeno da corrupção que afecta a sociedade moçambicana, a criminalidade e a violência, fazendo referência aos ataques a Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado.

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction