Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O preço do algodão caroço de primeira qualidade, em Moçambique, irá manter-se em 23,00 meticais o quilograma, na presente campanha de comercialização, que termina, no próximo dia 30 de Setembro.

O quilo de algodão caroço de segunda qualidade será comprado aos produtores por 16,50 meticais, enquanto a taxa de descaroçamento, da mesma unidade de peso, custará cinco meticais.
Estes foram os consensos alcançados ontem, na cidade de Nampula, que acolheu a reunião nacional de negociação do preço mínimo desta cultura de rendimento, a vigorar na presente campanha.
O Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino Marrule, que acompanhou estes trabalhos, descreveu os consensos alcançados entre o Fórum Nacional dos Produtores de Algodão e a Associação Algodoeira de Moçambique, “como uma base sólida”.

“Ainda longe de ser a ideal, a presente proposta de preço constitui uma base sólida para o equilíbrio de interesses das partes intervenientes e sustentabilidade do negócio ao longo da cadeia de valor do algodão”.

Segundo o governante, esta proposta será sujeita à aprovação pelo governo de Moçambique, mas é um factor motivador para os “produtores aumentarem os níveis de produção e melhorarem a qualidade do algodão”.

Marrule deixou, contudo, a sugestão para que as empresas que possam pagar mais do que o valor fixado, o façam.

O presidente do Fórum Nacional dos Produtores do Algodão, José Domingos, que levava, como proposta, o aumento para 24,00 meticais o quilograma, conformou-se com a manutenção dos preços.
“Achamos que foi uma discussão razoável e o entendimento a que se chegou de alguma forma satisfaz o FONPA, porque a proposta das indústrias era ainda mais baixa”, explicou.
Do lado dos industriais, o presidente da Associação Algodoeira de Moçambique, Francisco Ferreira dos Santos, congratulou-se também com o consenso alcançado, quando a sua proposta inicial era de 22,75 meticais o quilograma.

“O subsector do algodão está de parabéns, porque este é o segundo ano em que conseguimos manter a trajectória de subida do preço e, agora, importa também trabalharmos todas as outras áreas que esta cultura arrasta”.

Ferreira dos Santos acredita que a meta, fixada, de 80 mil toneladas será ultrapassada, correspondendo a uma produção não vista há 30 anos em Moçambique.

Comparativamente à época transacta, na presente aumentou a área lavrada de 114 mil hectares para 187 mil e, consequentemente, a produção de 35 mil toneladas para as previstas 80 mil. O número de produtores também subiu de 170 mil para 227 mil. (RM)

 

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