Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Setenta e três famílias residentes na região de Supinho, no distrito de Quelimane, na Zambézia, estão em vias de ser transferidas para dar lugar a obras de construção do Porto de Águas Profundas de Macuse, infra-estrutura que será usada na exportação de carvão produzido na província de Tete.

 

O processo de reassentamento destas famílias será antecedido de quatro sessões de consulta pública de modo a acautelar possíveis conflitos, no futuro, envolvendo as partes interessadas.

Mamed Latif, director executivo da Thai Mozambique Logistic (TMZ), disse ao “Notícias” que as primeiras duas sessões de consulta pública foram realizadas na última semana na região de Supinho, onde será implantada a infra-estrutura, envolvendo a comunidade local, a empresa e o executivo provincial da Zambézia.

A fonte não precisou o valor global a ser desembolsado na operação de reassentamento, afirmando apenas que será feita uma avaliação detalhada, à luz da lei, para apurar os valores reais a serem pagos a cada família afectada, tudo para salvaguardar a continuidade da vida nos locais de reassentamento.

Aliás, conforme referiu, além das 73 famílias, serão afectados pelo traçado do projecto outros 10 hectares, terras pertencentes às comunidades de Supinho.

A partir do dia 20 de Maio corrente, segundo Latif, inicia o levantamento de benfeitorias nos locais onde será implantado o projecto, uma vez que, além do Porto de Macuse, o empreendimento compreende a construção de uma linha férrea com 600 quilómetros de extensão, ligando à região carbonífera de Chitima, na província de Tete.

Para a implantação do projecto foi já assinado um acordo de concessão entre o Ministério dos Transportes e Comunicações e a empresa Thai Mozambique Logistic, sendo que a cerimónia de lançamento da primeira pedra teve lugar o ano passado.

A construção da nova linha férrea entre Tete e Zambézia vai permitir, numa primeira fase, o escoamento de 25 milhões de toneladas, por ano, isto é, de 2022 a 2028, e, numa segunda fase, 40 milhões de toneladas anuais a partir do ano de 2029.

A edificação da infra-estrutura portuária vai compreender várias fases, nomeadamente a preparação da construção, nivelamento do local, o estabelecimento de escritórios, obras de estradas temporárias, e do próprio cais, dragagem do canal, a compactação dos alicerces e a instalação do equipamento para o manuseamento da carga.

Quando o Porto de Águas Profundas de Macuse estiver concluído vai estimular os empresários nacionais e estrangeiros na exploração do Corredor do Desenvolvimento de Zambézia (CODIZA), ligando a cidade de Quelimane-Nicoadala-Namacurra-Mocuba-Milange e os países do hinterland. Aliás, a estrada Mocuba-Milange, com mais de 200 quilómetros, está na sua fase conclusiva em termos de asfaltagem, o que poderá dar corpo às expectativas de desenvolvimento da Zambézia.

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