Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

DEZENAS de milhares de pessoas da etnia Maasai na Tanzânia estão desalojadas depois de o Governo local ter autorizado a destruição das respectivas casas por causa de interesses relacionados com o sector do turismo.

Num relatório semana passada divulgado, o grupo de reflexão independente norte-americano “The Oakland Institute” diz que o governo de Dodoma terá mandado incendiar as casas de milhares de Maasai em benefício dos interesses de duas empresas estrangeiras especializadas na realização de safaris e de viagens de caça.

Os habitantes Maasai da zona de Loliondo, no norte da Tanzânia, perto da cratera de Ngorongoro, um reconhecido local turístico do país, foram expulsos no decorrer do ano passado e desde então viram negado o acesso a áreas de pasto e a poços de água, considerados como vitais para a subsistência da tribo.

“À medida que o turismo se torna num dos sectores que cresce mais rápido dentro da economia da Tanzânia, os esquemas associados aos safaris e às reservas de caça estão a provocar estragos nas vidas e na subsistência dos Maasai”, disse a organização.

As denúncias de irregularidades relacionadas com interesses de grandes empresas especializadas em turismo de aventura persistem há vários anos, indicou o relatório.

A Tanzania Conservation Limited, uma filial da norte-americana Thomson Safaris, e a Ortello, um grupo que organiza viagens dedicadas à actividade da caça para a família real dos Emirados Árabes Unidos, têm sido algumas das empresas mais visadas.

Esta questão também já foi denunciada por organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos e de defesa de minorias étnicas, advertindo que esta alegada apropriação de terras “poderá significar o fim dos Maasai”.

A tribo Maasai, composta por centenas de milhares de pastores que vivem em extensas planícies no sul do Quénia e em zonas do norte da Tanzânia, precisam de grandes áreas de terra para pastar os respectivos animais e manter o seu estilo de vida de pastoreio.

Em reacção a estas denúncias, a secretária do Turismo da Tanzania, Gaudence Milanzi, citada pela Agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP), negou que os Maasai estejam a ser atacados, garantindo que o governo trabalha para melhorar o bem-estar da tribo, nomeadamente através da adopção de métodos mais modernos para a criação de gado. – LUSA

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