Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A COOPERAÇÃO bilateral entre Moçambique e China funda-se na base de ganhos recíprocos. O presidente do Comité Permanente da 13ª Assembleia Popular Nacional da China, Li Zhanshu, que realizou uma visita oficial a Moçambique de 13 a 15 do mês em curso, disse que os laços bilaterais entraram para uma nova era, desde que os Chefes de Estado de ambos países decidiram elevar as relações para uma parceria estratégica abrangente de cooperação, em 2016.

O dirigente parlamentar chinês sublinhou que o seu país apoiará e buscará interesses compartilhados e seguirá os princípios de sinceridade, resultados concretos, afinidade e boa-fé na sua política para a África, como declarou o Presidente Xi Jinping.

Disse que a China apoia os esforços de Moçambique para alcançar um desenvolvimento independente e sustentável e ajudará com sinceridade o país a crescer mais forte. Neste quadro, afirmou que a China está pronta a promover intercâmbios sobre a sua experiência na governação e implementar os consensos alcançados pelos Chefes de Estado dos dois países.

Enfatizou que a confiança política mútua, a complementaridade económica e a amizade são as três principais vantagens do relacionamento bilateral entre Moçambique e China. Li Zhanshu disse que o seu país incentivará as companhias chinesas a investir em Moçambique, no quadro da iniciativa do Cinturão e Rota, Fórum de Cooperação China-África e o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Estes posicionamentos foram expressos no encontro que o dirigente parlamentar chinês manteve, segunda-feira, com o Presidente da República, Filipe Nyusi.

No simpósio que reuniu executivos das companhias chinesas que operam em Moçambique, em particular, e no continente africano, em geral, Li Zhanshu pediu para que estas assumam a responsabilidade social no exercício das suas actividades, respeitem as leis, os usos e costumes locais e façam contribuições maiores para a cooperação amistosa abrangente China-África.

A China tornou-se no maior parceiro de cooperação de Moçambique, em vários domínios. Existem vários exemplos concretos que ilustram e fundamentam a importância dessa parceria.

No sector empresarial, estima-se que mais de 20 mil moçambicanos estejam empregados nas empresas chinesas. Só na cidade de Maputo, foram edificadas importantes infra-estruturas de utilidade pública com financiamento chinês, no âmbito da cooperação bilateral existente entre os dois países.

O Estádio Nacional do Zimpeto, inaugurado a 23 de Abril de 2011, foi erguido com o financiamento do governo da China, no valor de 70 milhões de dólares. O empreendimento desportivo, com capacidade para 42 mil espectadores, foi construído para acolher os jogos pan-africanos de 2011.

A Estrada Circular de Maputo, concebida para aliviar o fluxo do trânsito na capital do país, foi construída com um empréstimo do banco estatal chinês, a China Exim Bank, no montante de 315 milhões de dólares.

O Centro de Investigação Agrária de Boane, na província de Maputo, foi edificado no âmbito da cooperação China-África, viando a transferência de tecnologia chinesa para Moçambique e vice-versa. O centro, que foi visitado pelo dirigente parlamentar chinês, ocupa-se de investigação nas áreas da agricultura e pecuária, através da troca de experiências tecnológicas entre especialistas e, por via destes, para as comunidades.

O empreendimento custou cerca de 5.5 milhões de dólares americanos.

A Ponte Maputo-KaTembe, ainda em construção, que vai permitir a ligação entre o centro da cidade de Maputo e o distrito municipal KaTembe, facilitando o acesso à região da Ponta D`Ouro, foi financiada pela China no valor de 726 milhões de dólares, dos quais 85 por cento através de empréstimos especiais do Banco Exim.

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