Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, instou hoje, em Maputo, à Polícia da República de Moçambique a redobrar esforços na manutenção da ordem e tranquilidades públicas.

Nyusi falava na qualidade de Comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança, durante a cerimónia de saudação pelas altas patentes da corporação, por ocasião do 43 aniversário da polícia nacional, que hoje se assinala.  

O estadista enumerou, na ocasião, os quatro pilares como sejam a lei, o cidadão, a criminalidade e corrupção como sendo as prioridades na corporação.

Sobre este propósito, o Ministro do Interior, Basílio Monteiro, disse ontem, na sessão de perguntas ao Governo, que decorre até esta manhã, na Assembleia da República que o Governo, através das suas instituições da lei e ordem, continuará a combater a criminalidade neutralizando e desarticulando as quadrilhas de criminosos conforme demonstramos antes, servindo o povo moçambicano numa base de igualdade de direitos.

Qualquer conclusão sobre o motivo da prática de actos criminais que não se baseia nos resultados das investigações levadas pelas instituições especializadas pode constituir um exercício de manipulação da opinião pública e por isso não plausível”, disse o ministro.

Jaime Basílio Monteiro apelou, “a bem da harmonia colectiva devemos encarar estes fenómenos com serenidade e a sua ocorrência não nos deve dividir para não nos desviar do principal foco”.

Contrariando a percepção de escalada da criminalidade o ministro do Interior revelou que em 2017 foi registado um decréscimo de nove por cento, comparativamente a 2016.

“Estes resultados obtidos em 2017, na garantia da ordem e segurança pública evidenciou de forma clara o aumento da capacidade de resposta policial e de investigação criminal, reflectindo-se no esclarecimento de 85 por cento de casos criminais num universo de 20.612 registados”.

“Relativamente aos assassinatos importa referir que da totalidade dos casos registados em 2017 as forças da lei e ordem lograram o esclarecimento ou a descoberta dos autores de 80 por cento dos casos criminais que foram participados. O actual índice de esclarecimentos que se situa em 80 por cento é bastante encorajador e ilustra claramente os resultados positivos das estratégias do Governo para a prevenção e combate da criminalidade”, disse o titular do Interior sem se referir sobre o estágio da investigação dos 12 crimes de aparente ter motivação política que aconteceram em Moçambique desde 3 de Março de 2015.

Jaime Basílio Monteiro vangloriou o pelouro que dirige no combate ao crime de rapto, “a PRM e o Serviço Nacional de Investigação Criminal aprimoraram a sua estratégia de enfrentamento deste tipo de crime que teve como resultado a redução gradual e significativa dos casos ocorridos. Em 2013 foram registados 30 casos de rapto dos quais 19 esclarecidos, em 2014 foram 20 casos dos quais 12 esclarecidos, em 2015 aconteceram 19 casos dos quais 10 esclarecidos, em 2016 registaram-se 15 casos 9 esclarecidos, em 2017 aconteceram 6 casos dos quais 5 esclarecidos”.

“Devo reiterar que continuaremos implacáveis e tomaremos as medidas mais contundentes de prevenção e combate para que os raptos não mais façam parte do vocabulário criminal na sociedade moçambicana”, concluiu o governante.

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