Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

NO princípio do ano o Conselho Municipal da Cidade de Maputo prometeu que as barracas que vendem álcool em frente às escolas seriam retiradas desses locais, de forma a impedir que os menores se desviassem daquilo que é o essencial: estudar. Desta forma, pensava a sociedade moçambicana, aplaudindo a medida, a criançada não iniciaria precocemente o consumo do álcool.

Como escrevemos neste mesmo espaço, essa intenção foi também por nós amplamente aplaudida, pois, vai de encontro com as preocupações que temos em relação ao futuro que pretendemos construir para o nosso país. E esse futuro está com esses estudantes.

Entretanto, vamos ao meio do ano e nada foi feito. As barracas ainda estão lá e, consequentemente, os miúdos ainda podem drogar-se de bebidas alcoólicas antes da idade para tal. Quantos relatos houve de alunos que entram na sala de aulas alcoolizados? 

Consideramos lamentável que tenhamos esta situação de incumprimento de uma promessa pública. É triste, pois, entendemos que o município de Maputo tem tudo para conseguir cumprir a promessa feita.

Até porque, a nossa expectativa e da sociedade, no geral, era que tal promessa tivesse sido cumprida, pois, essa é uma preocupação de quem acredita que a escola é a machamba de formação do Homem novo e que, a partir do conhecimento, poderá dar rumo aos anseios de desenvolvimento.

O nosso aplauso para a medida era sustentado pelo que assistimos e temos reportado diariamente que o sangue que jorra nas nossas estradas é, em parte, consequência de condução sob efeito de álcool.

Parecendo que não, ao nosso ver, as estatísticas elevadas de morte por essa razão resultam de um conjunto de factores, entre eles esse fácil acesso às bebidas alcoólicas em frente as escolas.

É certo, reconhecemos, como inclusive foi dito por psicólogos como Hélica Tondo, em entrevista a este matutino, “se eles não compram na escola, podem comprar em qualquer outro lugar, pois, ao longo do caminho há vários comerciantes a vender bebidas alcoólicas”.

Essa visão nos leva a concordar que esse combate deve ser feito em conjunto, reunindo os esforços de todas as forças vivas da sociedade, no geral.

Entretanto, as autoridades não podem abandonar a sua missão, que é a gestão da coisa pública e dos seus intervenientes.

Queremos acreditar que o município de Maputo será “escravo da sua palavra”, mesmo que seja para seguir a velha máxima segundo a qual: “Quem promete deve”.

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