Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A POPULAÇÃO do distrito de Govuro, na província de Inhambane, está ávida de ouvir do Chefe do Estado a solução encontrada para o arranque de actividades do regadio de Chimunda, cujas obras foram concluídas há mais de quatro anos.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inicia hoje uma visita de quatro dias de trabalho à província de Inhambane, tendo como ponto de entrada o distrito de Vilankulo. Neste ponto do país, o Chefe do Estado vai escalar, sucessivamente, os distritos de Govuro, Massinga, Homoíne e Maxixe.

Os residentes de Govuro, distrito que faz fronteira com a vizinha província de Sofala, pedem que o Presidente da República partilhe a informação disponível do trabalho em curso para a reabilitação da secção Pambara/Save, ao longo da Estrada Nacional Número Um (N1), assim como a construção da nova ponte sobre o rio Save.

Sobre o regadio de Chimunda, os camponeses de Govuro estão expectantes em receber novidades do Chefe do Estado sobre as acções em curso, visando a correcção das imperfeições ocorridas na concepção e construção desta infra-estrutura, que impedem o início da irrigação dos campos agrícolas, quatro anos depois.

A preocupação dos camponeses é justificada pelo facto de o regadio ter sido reabilitado três vezes. A infra-estrutura consumiu pouco mais de 19 milhões de dólares americanos e não inclui uma barragem para a retenção da água do rio Save.

No desenho do regadio, tido como uma infra-estrutura que iria alavancar a agricultura na região norte da província de Inhambane, constava a construção de um centro de reassentamento que, entretanto, não foi concluída.

A demora da entrada em funcionamento do regadio de Chimunda obrigou a que o Governo distrital de Govuro cedesse à pressão dos camponeses que reivindicavam o parcelamento e distribuição da área da infra-estrutura para produzir comida nos moldes anteriores, ou seja em regime de sequeiro.

 O gestor do regadio, seleccionado por meio de um concurso público internacional, comunicou, em meados de 2016, que não havia condições objectivas para o seu funcionamento, devido à escassez de água no Save.

A infra-estrutura faz parte do Projecto de Irrigação do Vale de Save, que tinha como objectivo a mitigação da insegurança alimentar causada por secas cíclicas na região.

Degradação da estrada

e o estado da ponte

O estado deplorável do troço Pambara/Save (na N1), bem como da ponte sobre o rio Save é outra preocupação, não só dos residentes de Govuro, mas também dos utilizadores da maior rodovia do país.

A visita do Chefe do Estado à Inhambane é vista como balão de oxigénio para dinamizar a mobilização de recursos materiais e financeiros para reabilitar o troço, bem como a construção de uma nova ponte sobre o rio.

A circulação de viaturas e bens nesta secção virou “bico-de-obra” e a travessia da ponte é feita com “coração na mão”, devido ao estado de degradação em que se encontra.

Carlos Vilanculos, um dos comerciantes do cruzamento de Maluvane, disse que é expectativa de todos que a visita do Presente da República seja uma “chuva de bênção”.

“Queremos colher frutos desta visita, tal como já aconteceu em ocasiões anteriores. O regadio de Chimunda não deve continuar no estado em que se encontra. 19 milhões de dólares, mesmo na América, é muito dinheiro. Estamos cansados de assistir aquelas obras, um autêntico monstro adormecido, sem produzir comida”, disse Vilanculos, manifestando optimismo na resolução dos problemas que continuam a criar obstáculo ao desenvolvimento do norte da província de Inhambane, particularmente o distrito de Govuro.

Repúdio à violência 

Os comícios a serem dirigidos pelo Presidente da República nesta visita à província de Inhambane serão, igualmente, uma oportunidade ímpar para manifestações de apoio e de encorajamento ao Chefe do Estado nos esforços para o resgate da paz e estabilidade no país.

Com efeito, os mais de um milhão e quinhentos mil habitantes da província vão capitalizar o momento para repudiar os actos de violência perpetrados por homens armados em alguns distritos de Cabo Delgado, depositando confiança na capacidade de liderança de Filipe Nyusi na gestão do assunto para evitar o alastramento para outras regiões.

 “Confiamos no Presidente Nyusi. Estamos juntos nesta luta e defendemos o diálogo na resolução de conflitos. Apoiamos a iniciativa do Chefe do Estado, de reatamento do diálogo directo com a nova liderança da Renamo”, disse Arão Nhica, residente na vila de Nova Mambone, sede do distrito de Govuro.

Na província de Inhambane, o Presidente da República vai escalar os distritos de Govuro, Massinga, Homoíne e a cidade da Maxixe. Nestes locais, além de interagir com as comunidades locais, vai visitar empreendimentos económicos, com destaque para a inauguração de uma nova central de abastecimento de energia eléctrica, na vila da Massinga, e do novo sistema de abastecimento de água, na vila de Homoíne.

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