Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, colocou ontem, na cidade de Nampula, a corporação à disposição dos partidos políticos concorrentes às eleições autárquicas de 10 de Outubro próximo.

A garantia da plena e total disponibilidade dos agentes da lei e ordem foi transmitida durante um encontro que Rafael manteve, no comando da PRM, em Nampula, com os cabeças-de-lista e representantes das formações políticas inscritas neste município.

“O objectivo da PRM é ver eleições sem alteração da ordem e segurança públicas. Que neste processo não haja ameaças mútuas. A Polícia está aqui para acompanhar todas as vossas actividades de campanha até o seu culminar no dia 10 de Outubro”, explicou.

O comandante-geral da PRM enfatizou que os agentes da lei e ordem estarão presentes em todos os locais onde irá decorrer a votação para fazer cumprir a lei.

Pediu aos partidos políticos para se inteirarem e compreenderem a legislação eleitoral, dando como exemplo o aspecto referente à presença da Polícia nos locais de votação.

“O legislador disse que no perímetro de 300 metros não deve estar uma força armada, com excepção da Polícia”, recordou.

Para o comandante-geral, a Polícia é pelo sucesso do processo eleitoral e elogiou o comportamento cívico dos nampulenses nas últimas eleições autárquicas.

Na ocasião, Bernardino Rafael pediu aos intervenientes no processo para denunciarem comportamentos desviantes daqueles que considerou de infiltrados, que com as suas acções mancham o bom nome da PRM.

Em resposta aos apelos do comandante-geral da PRM, o cabeça-de-lista do partido Frelimo, Amisse Cololo, pediu aos outros concorrentes para que nesta fase se empenhem na educação cívica dos seus simpatizantes.

“Assistimos a situações desabonatórias dos simpatizantes, porque lhes falta educação cívica, por isso apelo para que os ensinemos a obedecer à lei”, disse.

Também, em reacção às palavras do comandante-geral, Ossufo Ulane, que representou o cabeça-de-lista da Renamo, Paulo Vahanle, ausente, por doença, defendeu que a força policial só deve intervir em caso de necessidade.

“A força só deve aparecer quando for necessária”, defendeu aquele político.

Já Fernando Bismarque, cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), disse que as atitudes passadas da Polícia, em tempo de eleições, alimentam suspeitas das suas reais intenções.

“A PRM deve garantir que o processo eleitoral decorra dentro da normalidade e deixar a política para os políticos”, disse.

O comandante-geral da PRM irá escalar, nos próximos dois dias, as restantes seis autarquias da província de Nampula.

Foram recenseados nos sete distritos autárquicos, designadamente, Nampula, Nacala-Porto, Monapo, Angoche, Ribaué, Ilha de Moçambique e Malema cerca de 1.2 milhão de potenciais eleitores.

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