Imprimir
Categoria: Política
Visualizações: 777

O MISA Moçambique, organização de defesa da liberdade de imprensa, defendeu hoje que o país precisa de acelerar mecanismos para a protecção dos jornalistas, alertando para o aumento de casos de perseguição e atentados contra a imprensa.

"O MISA Moçambique insta o Presidente Filipe Nyusi a garantir que sejam postas em prática todas as medidas de protecção dos jornalistas", refere um comunicado da instituição distribuído à imprensa por ocasião do Dia Internacional para Acabar com a Impunidade por Crimes Contra Jornalistas, que se assinalou na sexta-feira.

Para a organização, o ambiente para o exercício das liberdades de imprensa e de expressão está cada vez mais hostil no país, com o aumento de casos de perseguição, raptos e ameaças, o que exige medidas urgentes.

"Os criminosos que atentam contra as liberdades de imprensa são ligados ao poder político e económico, que se mantêm anónimos e, se conhecidos, gozam da maior protecção e permanecem impunes", refere a organização.

O MISA considera lamentável que Moçambique ainda não tenha ratificado acordos internacionais relativos à protecção à liberdade de imprensa.

"O MISA lamenta o facto de Moçambique não ter co-patrocinado as recentes resoluções das Nações Unidas sobre a segurança de jornalistas na Assembleia-Geral das Nações Unidas (Resolução AG 72/175, Dezembro de 2017) ou do Conselho dos Direitos Humanos da ONU (Resolução HRC 33/2, Setembro de 2016)", conclui o documento.