O Presidente da República, Filipe Nyusi, tranquiliza e garante que a morte do cidadão sul-africano, Andrew Hannekon, ocorrida sob custódia das autoridades do nosso país, não vai afectar, de forma alguma, as relações entre Moçambique e a vizinha África do Sul.
Hannekon, considerado como um dos suspeitos de incitar ataques armados no norte do país, morreu a 23 de Janeiro do corrente ano no hospital de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, vítima de doença.
Manifestando a sua solidariedade com a família enlutada, Nyusi lamentou a morte de Hennekon, pois era uma peça-chave para entender a insurgência em Cabo Delgado.
“Não, os países não são pessoas. Por acaso isso foi vincado, tem que se ver qual foi o motivo da morte e há seguimentos científicos que podem provar (se houve crime). Por isso mesmo, houve uma autópsia que foi feita em Moçambique”, disse Nyusi, quando questionado sobre a morte de Hannekon.
Entretanto, o estadista moçambicano não se opõe à realização de uma segunda autópsia na África do Sul para melhor esclarecer o caso.
Aliás, disse Nyusi, mesmo em caso de doença é sempre importante ter opiniões de vários médicos, por isso não existe nada de extraordinário com a realização de um segundo exame.
As declarações de Nyusi surgem na sequência de um encontro que manteve com o estadista sul-africano, Cyril Ramaphosa, à margem da 32ª Cimeira de Chefes de Estado e de governo que teve lugar em Addis-Abeba, capital etíope, um evento de dois dias e que terminou ontem.
A garantia do Chefe do Estado desfaz ainda rumores alegando que a morte de Hannekon poderia ter um impacto negativo nas relações entre os dois países.
Refira-se que os resultados da autópsia realizada em Pemba por peritos moçambicanos em medicina legal revelam que Hannekon teve morte natural, causada por doença aguda.
O relatório aponta igualmente que o finado foi vítima de hipertensão endocraniana, “ou seja, tinha uma trombose ao nível do cérebro”.
“Portanto, isso também é uma das causas da morte, o que significa que se descarta logo à partida a hipótese de um crime”, lê-se no relatório.
Sobre o encontro com Ramaphosa, o estadista moçambicano explicou que também foi uma oportunidade para ambos trocarem impressões sobre a actuação dos insurgentes no norte do país, pois da mesma forma que estão em Moçambique, Tanzania e Quénia, também poderão atacar o Zimbabwe e África do Sul, ou qualquer outro país do continente.
A detenção do antigo ministro moçambicano das Finanças do nosso país também mereceu a atenção dos dois estadistas, revelou Filipe Nyusi, sem entrar em detalhes.
Durante a cimeira, Nyusi manteve igualmente outros encontros com os presidentes do   Ruanda e das Seycheles.

“Também passamos em revista a nossa cooperação bilateral na área económica e também nos esforços conjuntos na pacificação dos nossos países e do continente”, disse.
O encontro com o presidente das Seycheles foi marcado por abordagens em torno da Cimeira Sobre Economia Azul, a ter lugar em Maputo, com o apoio do Reino da Noruega.

Elias Samo Gudo, da AIM

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