O Desarmamento, Desmilitarização e Reintegração (DDR) dos homens armados da Renamo polarizou, em parte, os debates, ontem, na Assembleia da República (AR), com as duas principais bancadas a divergirem quanto às razões da “demora” no avanço do processo.

O assunto evidenciou-se, quando José Manteigas, deputado da Renamo, disse, em plena sessão de perguntas ao Governo, que “cabe a Renamo decidir aquém indicar” nas listas para cargos nas FDS (Forças de Defesa e Segurança) no âmbito dos entendimentos na mesa do diálogo político, criticando os que “aparecem com sentimento de pena” para com os homens, que ainda se encontram nas matas e armados.

Semana finda, o Presidente da República, Filipe Nyusi, assegurou, durante a visita, que efectuou à província de Inhambane, que o Governo está pronto para reintegrar os homens armados da Renamo, mas que a contraparte estava a “demorar decidir”.

“Se o Presidente da República diz que o processo de desarmamento está a demorar é porque a Renamo não está a entregar as listas dos seus homens”, disse o deputado Damião José, da bancada parlamentar da Frelimo.

Acrescentou que o comportamento da Renamo é ameaça à realização, a 15 de Outubro deste ano, de eleições justas, livres e transparentes. “Entreguem a lista dos vossos homens, para que eles sejam libertos e passem a ser homens úteis para o desenvolvimento do país”.

“Ao negar entregar a lista, a Renamo deixa claro que quer continuar armada. Por favor, entreguem a lista dos homens e as respectivas armas”, disse, por sua vez, o deputado Jacinto Capito, também da Frelimo.

Por seu turno, Galiza Matos Júnior, deputado e porta-voz da mesma bancada, disse que a Renamo persiste em ser, praticamente, o único partido no mundo, que permanece armado, mesmo tendo representação no parlamento.

Sobre o mesmo assunto, o deputado José Manteigas deixou claro que a aposta em alguns nomes de oficiais, que já passaram à reserva ou reforma para integrarem a lista, no âmbito do DDR, resulta do facto de terem passado para esse estatuto de forma compulsiva antes de responderem aos requisitos, caso de idade.

“Na base da exclusão, os generais da Renamo foram à reserva há 15 anos”, disse Manteigas.

A Renamo é acusada de indicar nomes de elementos, alguns generais já reformados do exército, que vivem em cidades como Maputo, auferindo salários, em detrimento de pessoal residual, que ainda está no activo e que vive armado nas matas, que é o principal alvo do processo de DDR.

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction