Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, recebeu ontem, em Maputo, o diploma de honra pela sua activa participação no ciclo de palestras realizadas, recentemente, pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a mais antiga instituição de ensino superior no país.

Um comunicado de imprensa da AR, recebido ontem pela AIM, afirma que Macamo foi oradora principal numa palestra que abordou o tema “Protocolo dos Direitos Humanos da Mulher Africana,  Carta dos Direitos Humanos e dos Povos”.

A palestra, que aconteceu no âmbito do ciclo de palestras organizadas conjuntamente pelo Distrito Académico da Cidade de Maputo e a Organização da Mulher Moçambicana (OMM), tinha em vista a comemoração dos 50 anos do Destacamento Feminino e reflectir sobre o fenómeno relacionado com a violência doméstica.

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A Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, destaca o papel da Igreja Católica na formação e capacitação dos recursos humanos em áreas técnico-profissionais em Moçambique.

Segundo Vitória Diogo, a formação será um dos assuntos a analisar quando as delegações se encontrarem amanhã, sexta-feira, no contexto da visita que o Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua desde ontem ao Estado do Vaticano.

As comitivas chefiadas pelo Chefde do estado moçambicano e pelo cardeal Pietro Parolini, secretário de Estado do Vaticano, a segunda figura mais importante depois do Papa, vão manter conversações para passarem em revista as áreas de cooperação existentes, nomeadamente educação, saúde e assistência social.

Diogo recordou que a Igreja Católica, cuja sede está baseada no Vaticano, participou sempre na formação de moçambicanos, particularmente em escolas das artes e ofícios, e ainda na vertente da justiça social e laboral.

“A igreja Católica tem também um grande contributo na componente do desenvolvimento e justiça social, direito do trabalho e a forma como este decorre e nós iremos trabalhar e vermos os programas de formação técnico-profissional. Temos escolas de artes e ofícios, escolas técnico-profissionais”, disse

Referiu ainda que ainda neste domínio, a educação da rapariga, sobretudo no que diz respeito o combate aos casamentos prematuros, constitui um dos temas a ser tratados em Roma.

Vitória Diogo é um dos três ministros que integra a delegação que acompanha o presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, nesta sua visita ao Vaticano, e fazem parte desta delegação, José Pacheco, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, e Joaquim Veríssimo, dos Assuntos Constitucionais e Religiosos.

LÁZARO MANHIÇA, em Roma 

 

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O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, participa hoje, no Gana, no funeral do ex-secretário-geral da ONU e Nobel da Paz Kofi Annan, em representação do estadista nacional, Filipe Nyusy, segundo confirmou ao Noticias Online, fonte do seu gabinete.

Annam que faleceu a 18 de agosto aos 80 anos, será enterrado no seu país num funeral de Estado.

As exéquias começaram na terça-feira, com a câmara ardente instalada no Centro Internacional de Conferências da capital, Acra, e continuaram ontem com a presença de personalidades, líderes tradicionais e diplomatas.

As autoridades que declararam três dias de luto nacional por aquele que será, provavelmente, o mais conhecido cidadão ganês, disseram ter organizado o funeral da forma mais simples possível, de acordo com os desejos do antigo secretário-geral das Nações Unidas.

Entre as personalidades que deverão estar presentes no funeral estão o atual secretário-geral da ONU, António Guterres, assim como presidentes de países africanos como o Zimbabué, Costa do Marfim, Libéria, Namíbia e Níger.

O vice-Presidente de Angola, Bornito de Sousa, representa o chefe de Estado angolano na cerimónia.

Kofi Annan foi o primeiro africano subsaariano a assumir o cargo de secretário-geral da ONU e esteve à frente das Nações Unidas num dos períodos mais turbulentos da organização, tendo cumprido dois mandatos como secretário-geral da ONU, entre 01 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2006.

Liderou a organização durante o conturbado período da Guerra no Iraque (2003-2011), antes de ver o seu registo manchado por acusações de corrupção no caso "petróleo por comida" para o Iraque, tendo sido posteriormente ilibado.

Kofi Atta Annan nasceu a 08 de abril de 1938, numa família de elite em Kumasi, Gana, filho de um governador provincial e neto de dois chefes tribais.

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, é esperado esta tarde na capital italiana, Roma, para uma visita oficial de dois dias que terá como ponto mais alto a audiência com o chefe da Igreja Católica, o Papa Francisco.

O encontro entre o Presidente Nyusi e o Sumo Pontífice terá lugar amanhã, sexta-feira, nas instalações do Vaticano, onde segundo a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, o Chefe do Estado terá a oportunidade de agradecer às confissões religiosas e à Igreja Católica, em particular, pelo seu papel no processo de paz em Moçambique.

“A grande mensagem é de amizade, solidariedade, de reconhecimento do papel das confissões religiosas e, em particular, da Igreja Católica”, disse Vitória Diogo

Como tem sido habitual quando um chefe de Estado visita o Vaticano, o estadista moçambicano deverá apresentar ao Sumo Pontífice a delegação que o acompanha.

Depois manterá conversações com o Cardeal Pietro Parolini, secretário de Estado da Santa Sé, que é, na verdade, o “número dois” do Vaticano. Será nessa ocasião que as duas delegações passarão em revista todos os aspectos relativos à cooperação bilateral entre Moçambique e a Santa Sé.

Nyusi visita depois as instalações da Comunidade de Sant’Egídio, antes do previsto encontro com a comunidade moçambicana residente na Itália, da qual o Chefe do Estado espera ouvir as principais preocupações e partilhar informações sobre a situação actual do país.

A propósito do encontro, o presidente da comunidade moçambicana na Itália, Mateus da Silva, disse ontem que uma das grandes questões que preocupam a diáspora moçambicana na Itália é como obter bilhete de identidade e passaporte, além da sua reintegração após o regresso ao país.

O responsável da comunidade moçambicana na Itália, a terceira maior na Europa, depois de Portugal e Alemanha, defende a criação de condições para a emissão destes documentos num destes três países, o que reduziria os custos da sua obtenção. Disse que para terem BI os membros da comunidade têm de viajar para o país, um exercício que implica elevados custos, uma vez que alguns deles acabam tendo de permanecer no país por várias semanas, só para poderem regressar à Europa com o documento na mão.

O número de moçambicanos residentes na Itália chega aos 500.

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O Vaticano, que o Presidente da República visita hoje e amanhã, é um Estado eclesiástico, uma espécie de monarquia que tem como chefe máximo o Bispo de Roma, no caso o Papa Francisco.

É considerado o centro da Igreja Católica e Estado soberano, constituindo um enclave que ocupa, dentro da cidade de Roma, a capital italiana, uma área de 44 hectares, ou seja 0,44 quilómetros quadrados.

Possui uma população de pouco mais de 900 habitantes. Em razão destas características, é considerado o Estado mais pequeno do mundo.

É soberano, na medida em que tem instituições que asseguram as relações com Estados civis, ou seja, com países, sendo que uma delas é a Secretaria do Estado.

A segurança do Sumo Pontífice (papa) é garantida por um corpo de protecção composto por homens de nacionalidade suíça. Porém, a defesa do Vaticano é assegurada pelo Estado italiano.

Em termos de hierarquia, logo a seguir ao papa está o secretário de Estado do Vaticano, que é uma espécie de primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros, um cargo que, neste momento, é assumido pelo Cardeal Piestro Parolini, figura com a qual o Presidente da República, Filipe Nyusi, vai-se encontrar depois do tête-à-tête com o Papa Francisco.

Seguem-se depois as cúrias, que são organismos que garantem o funcionamento da Santa Sé.

Fazem parte do Vaticano lugares históricos como a Praça de São Pedro e a respectiva Basílica, que se transformaram num lugar turístico, recebendo, por dia, entre dois mil e três mil visitantes, de diversas nacionalidades, segundo dados colhidos pelo “Notícias”.

Um dos aspectos abraçados pela Santa Sé tem que ver com a pacificação em várias situações, que passam por pronunciamentos que, nalguns casos, nem sempre colhem consensos, com os críticos a considerarem que a igreja estaria a imiscuir-se em assuntos políticos, portanto fora da sua esfera de acção.

No caso de Moçambique, o envolvimento da Igreja Católica resultou no fim do conflito armado em 1992, abrindo caminho para o processo de desenvolvimento e reconciliação nacional. Aliás, de acordo com o Núncio Apostólico Edgar Peña Parra, figura que representa o Papa em Moçambique, a Santa Sé continua a acompanhar os desenvolvimentos políticos no país, caracterizados por um processo de reconciliação que inclui não só a desmilitarização das forças residuais da Renamo e sua reintegração nas Forças de Defesa e Segurança, como também a preparação do ciclo eleitoral que começa com as eleições autárquicas de Outubro e termina com as gerais de 2019.

A participação da igreja foi feita através da Comunidade de Sant’Egídio, uma entidade que não faz parte do Vaticano, mas que se rege por leis da Igreja Católica.

Foi a Comunidade de Sant’Egídio que garantiu a logística das negociações entre representantes do Governo moçambicano e da Renamo, sendo por isso que entre as duas partes, particularmente, mantém-se uma relação muito profunda e especial.

Depois de se envolver no trabalho para a pacificação do país, esta comunidade criou, em 2002, um programa de combate e tratamento do HIV/SIDA, denominado Dream, que tem salvado vidas no país.

Por isto tudo, os encontros que o Presidente Nyusi terá durante os dois dias de visita ao Vaticano e à Comunidade de Sant’Egídio são aguardados com muita expectativa, por poderem colocar num novo patamar as relações entre Moçambique e as duas instituições, nomeadamente a Santa Sé e a Comunidade de Sant’Egídio.

Edgar Peña Parra disse também, na véspera da visita do estadista moçambicano, que a deslocação tem um sentido particular por se tratar de um cristão.

Lázaro Manhiça, em Roma

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