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PARALISADA há mais de duas décadas, a Textáfrica, gigante da indústria têxtil nacional localizado no bairro da Soalpo, na cidade de Chimoio, província de Manica, poderá voltar a produzir algodão, roupa e criar postos de trabalho.

O Governo já iniciou o processo que pode conduzir a que o monstro adormecido acorde do sono profundo. Para o efeito, o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, esteve há dias no antigo complexo têxtil, para junto dos gestores da empresa, encontrar uma saída para pôr a unidade em funcionamento.

Quem ficou incrédulo e ao mesmo tempo esperançado é a população da província de Manica, particularmente os residentes do bairro da Soalpo, que tem na Textáfrica um símbolo do bem e fonte de sobrevivência e de orgulho.

Quando a fábrica ficou paralisada na década de 90, pelo menos três mil trabalhadores e seus dependentes entraram em desespero e mergulharam no sofrimento.

A notícia sobre a recuperação da Textafrica só não foi considerada boato porque veio de uma voz credível: a do Primeiro-Ministro, que, por seu turno, atribui a iniciativa ao Presidente da República, Filipe Nyusi.

Neste momento, uma pergunta se levanta. De que maneira a Textáfrica voltará a labutar se os seus campos de produção de algodão já foram usurpados e viraram bairros residenciais, o  equipamento fabril está desmontado, encontrando-se em parte incerta; instalações degradadas e com uma avultada dívida com a banca?

Mais do que isso, de onde virá o dinheiro para a recuperação do empreendimento e quem é esse “Jesus Cristo” que pretende resgatar os “pecados” e devolver esta que foi uma gigantesca infra-estrutura da indústria têxtil?

Apesar de ter sido questionado insistentemente pelos jornalistas para entrar em detalhes, o Primeiro-Ministro manteve-se, do princípio ao fim, inabalável e fiel à sua primeira palavra: viemos aqui estudar junto dos antigos gestores, do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) e do Governo Provincial, os mecanismos que possam conduzir à recuperação da empresa para voltar a labutar e gerar emprego.

Carlos Agostinho do Rosário explicou que foi mandatado pelo Chefe do Estado para ver em que estado se encontra o empreendimento e apresentar propostas para a sua viabilização.

Intenção que reanima as esperanças

À ESPERA no recinto da paralisada fábrica, debaixo dos antigos escritórios do Conselho da Administração da Empresa, estava um grupo de jovens da OJM que, jubilosos, cantavam “baba Nyusi Nditumeni, Nditumeni Ndinaenda”, canção que o Presidente da República adora e que traduzida para português, quer dizer: Papá Nyusi, mande-nos para onde quer que seja e nós havemos de ir ou cumprir”.

Chegaram os carros em que viajava o Primeiro-Ministro e comitiva. O governador de Manica, Alberto Mondlane, na sua calma característica, faz vivas ao Presidente Nyusi e anuncia os objectivos da visita de Carlos Agostinho do Rosário ao antigo complexo fabril. Mondlane disse à população: “Estamos perante um dia especial aqui na Textáfrica. Estão a ver com os vossos olhos. O Primeiro-Ministro traz para vocês uma boa nova - estudar como resgatar a Textáfrica”.

Seguiram-se aplausos e ouviram-se vozes do grupo cultural que, através das suas canções e danças, teceu rasgados elogios à governação do Presidente Nyusi.

O momento mais alto deu-se quando o Primeiro-Ministro disse o seguinte: “O governador já me tirou todas as palavras. Fomos mandatados pelo Presidente da República para vos saudar, porque vocês estão a trabalhar para que as pessoas não passem fome. Visitamos extensas áreas de produção agrícola no distrito de Vanduzi, naquilo que constituiu uma amostra de que a província de Manica está a trabalhar. Continuem assim”.

Mas mais do que isso, acrescentou o Primeiro-Ministro, o Presidente da República mandou a delegação para dizer que haja paz, porque a guerra não é boa. Aquele que tem problema com o outro, perdoe-o. “Temos que estar em paz connosco próprios e para com os outros. Estamos na Textáfrica, fábrica que já empregou mais de três mil trabalhadores. Viemos trabalhar com a direcção da empresa para ver como esta fábrica pode voltar a trabalhar e dar emprego”, sublinhou

Agradeceu os antigos trabalhadores e dirigentes da empresa por terem mantido as instalações fabris intactas e limpas, apesar de terem sofrido pelo tempo, vendavais e por outras intempéries, que ao longo dos anos.

Já sem o seu equipamento fabril, complemente desmontado, e com as instalações a precisarem de uma profunda intervenção, o Primeiro-Ministro assegurou que dias melhores virão e que a Textáfrica poderá vir a ser novamente fonte de emprego dos jovens e bem-estar da população de Manica e do país, em geral.

Depois de pronunciar estas palavras e de visitar longamente as instalações, Carlos Agostinho do Rosário subiu ao primeiro andar do edifício, onde se reuniu, à porta fechada, com os representantes da antiga direcção da empresa, do IGEPE e do Governo provincial, num encontro breve, mas que, segundo ele, foi frutuoso.

Falando a jornalistas, o governante anunciou ter sido acordado um novo encontro, dentro de dias, para aprofundar as questões colocadas e encontrar uma saída para que a empresa Textáfrica volte a fazer parte da lista dos grandes empregadores do país.

Intervenção do Governo salva ex-trabalhadores  

CARLOS Agostinho do Rosário reiterou ser vontade do Governo de Moçambique, na pessoa de Sua Excelência Presidente da República, Filipe Nyusi, encontrar as soluções para reactivar o maior complexo industrial têxtil que o país tinha.

Sabe-se, entretanto, que para garantir o processo de liquidação da empresa e pagamento da indemnização aos trabalhadores, a fábrica recorreu ao Millennium bim que, para o efeito, concedeu um empréstimo avaliado em um milhão e 100 mil dólares norte-americanos, tendo como garantia as casas da empresa localizadas no bairro da Soalpo.

Na sua maioria, os trabalhadores que tinham direito à casa permaneceram nelas, mesmo após serem indemnizados. Os antigos proprietários da empresa acharam por bem não retirar os trabalhadores o direito adquirido, justificando que, tendo empreendido esforços e feito a sua juventude em prol da construção e labuta da Textáfrica, eram herdeiros legítimos do património.

Há dias, o banco ameaçou despejar os trabalhadores e vender as casas e outro activo patrimonial da empresa, como forma de reaver o valor do empréstimo.

É nesta senda que o Governo decidiu intervir, com vista a encontrar-se uma solução negociada que possa garantir que o banco não perca os valores, a empresa volte a funcionar e os trabalhadores se mantenham nas casas.

O Primeiro-Ministro não avançou pormenores sobre como o assunto será resolvido e muito menos os montantes a serem investidos, tanto para a restauração da fábrica, como para o pagamento das dívidas à banca, insistindo, porém, ser vontade e responsabilidade do Governo, encontrar um meio-termo, que permita que a fábrica volte a labutar e dar emprego.

Paulo Sandramo, antigo administrador da empresa, falando ao nosso Jornal foi também cauteloso e, sem revelar pormenores, saudou a iniciativa do Governo e disse ter iniciado um processo que, na sua óptica, será oneroso, mas que valerá a pena apostar nele, por representar uma lufada de ar fresco aos antigos trabalhadores que corriam o risco de ser despejados das suas casas e aos jovens, que poderão encontrar emprego nesta firma.

Situação actual da Textáfrica

A TEXTÁFRICA resume-se hoje num imponente edifício, ocupando uma área de mais de três hectares, já sem nenhum do seu equipamento industrial, nomeadamente as máquinas de tecelagem e de alfaiataria. Ninguém sabe ao certo onde este equipamento foi parar, mas sabe-se que não houve nenhum processo organizado para a sua retirada. Durante a visita do Primeiro-Ministro às instalações, a nossa Reportagem testemunhou o triste cenário.

Para além dos escritórios onde funcionou o Conselho da Administração da Empresa, alguns edifícios que integram o património da empresa continuam intactos e a ser alugados por outras firmas que os usam como armazéns e escritórios para diversos fins.

O tecto e as paredes de grande parte do património fabril cederam pelo tempo e viraram escombros, as construções feitas com base em vidro e lusalite.

Na zona onde estava implantado parte do equipamento industrial, algumas pessoas supostamente pertencentes à antiga direcção da empresa estão a usá-la para o fabrico de blocos de cimento, ao que tudo indica, destinados à venda no mercado da construção civil.

Os campos, outrora destinados à produção de algodão, foram integralmente usurpados por populares e instituições, acolhendo hoje moradias, escritórios, bombas de combustível, restaurantes e bares, lojas e hotéis, facto que ocorreu perante o olhar cúmplice das autoridades municipais e comunitárias de Chimoio.

Os bairros 1º de Maio, parte de Nhauriri e Francisco Manyanga são exemplos disso. Foram edificados nos antigos terrenos pertencentes à Textáfrica. O espaço destinava-se à expansão industrial e produção agro-pecuária.

Manica está a cumprir Plano Quinquenal

O PRIMEIRO-MINISTRO, após desembarcar no Aeródromo de Chimoio e receber cumprimentos de boas vindas de centenas de pessoas que o esperavam, cumpriu um longo programa de trabalho que o levou sucessivamente aos distritos de Vandúzi e Chimoio.

Nesta perspectiva, para além de orientar uma sessão extraordinária do Governo provincial, visitou as obras de reabilitação e melhoramento da EN6, bem como outros empreendimentos agro-pecuários localizados no distrito de Vandúzi.

Na EN6, Carlos Agostinho do Rosário ficou impressionado pelas obras da nova portagem, construída a escassos metros do Instituto Agrário de Chimoio (IAC), e disse a jornalistas que   tudo era resultado do cumprimento do Programa Quinquenal do Governo.

Momentos depois, o Primeiro-Ministro manteve um encontro com a população que o aguardava à entrada da empresa Avícola Abílio Antunes. Num breve contacto com os presentes, vincou a necessidade de os moçambicanos cimentarem o espírito da paz, perdão, diálogo e reconciliação, elementos que considerou de fundamentais para a edificação de uma nação próspera e unida.

Afirmou ser este o desiderato do Chefe do Estado, Filipe Nyusi, que, segundo ele, tem trabalhado arduamente para a paz e reconciliação dos moçambicanos, por compreender que a guerra não constrói, apenas destrói, cria ódio entre compatriotas e atrasa o desenvolvimento económico e social do país.

 

VICTOR MACHIRICA

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