DEPOIS de cerca de dois anos de paragem no processo de reassentamento, no Parque Nacional do Limpopo (PNL), devido à indisponibilidade de fundos, o Governo vai retomar, em Outubro próximo, o reassentamento de famílias vivendo naquela área de conservação florestal e faunística.

Tal facto vai ocorrer em resultado da alocação de 14 milhões de euros disponibilizados para o efeito por uma instituição financeira alemã.

Numa primeira fase, de acordo com Cornélio Miguel, administrador do PNL serão abrangidas 480 famílias das regiões de Mavoze e Bingo, as quais deverão ser reassentadas em Canhanhe e Macuachane, locais onde estão a ser edificadas casas para o seu acolhimento bem assim a instalação do sistema de abastecimento de água potável e da criação de outras condições, nomeadamente a edificação das unidades sanitárias e escolares, entre outras infra-estruturas sociais.

A transferência das famílias da área do PNL visa, essencialmente, evitar o conflito Homem/ fauna bravia bem assim a caça furtiva que, de acordo com a nossa fonte, constitui um facto e uma preocupação da administração do parque.

“Continuamos deveras preocupados pelo facto de, não obstante se estar a registar,  por parte dos caçadores furtivos, uma tendência de redução significativa, particularmente da caça a rinocerontes, se estar a registar o abate indiscriminado de búfalos e de outras espécies animais. Para nós, a movimentação das populações para fora do parque é, sem sombra de dúvidas, uma grande valia para a biodiversidade”, disse o administrador do PNL.

Aliás, ainda a propósito desta problemática, Juliana Mwito, directora provincial da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, que esteve em Massingir para o lançamento do estudo sobre actuais desafios no capítulo do reassentamento, disse ser de extrema relevância que se possa avançar, com maior celeridade, nos processos de retirada e reassentamento das populações que continuam a viver no interior do parque, pelo facto de a presença humana chocar e constituir um  verdadeiro embaraço para os objectivos do desenvolvimento da flora e fauna naquele local de conservação preconizados pelo Governo.    

Conforme considerou, a realização de estudos inerentes ao processo de reassentamento das populações retiradas do parque tem o mérito de, à posterior, constituir, no mais curto espaço de tempo, uma solução para o problema do conflito Homem/fauna bravia e corrigir, particularmente, situações menos correctas dos anteriores processos. 

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11.10.2017   Banco de Moçambique

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