A PRIMEIRA Secção do Tribunal Judicial da Maxixe concluiu, sexta-feira, que o naufrágio ocorrido na ponte-cais desta cidade em Setembro do ano passado, que resultou na morte de quatro pessoas, além de perda de vários bens dos passageiros, foi provocado pelo desrespeito pelas normas de segurança de navegação marítima pelos passageiros.

Assim, o Tribubal decidiu absolver os três marinheiros em julgamento e arquivar o respectivo processo.

Foi anunciado em acórdão lido semana passada que o naufrágio, que resultou na morte de quatro pessoas, aconteceu porque todos os passageiros quiseram sair do barco ao mesmo tempo, numa altura em que o barco ainda estava em manobras de atracagem na ponte-cais da cidade da Maxixe.

Segundo o acórdão proferido pelo juiz Alberto Menete, a atitude dos passageiros provocou o desequilíbrio da embarcação, permitindo a entrada de água no barco, levando ao naufrágio.

Entretanto, familiares das vítimas deste naufrágio bem como dos sobreviventes manifestaram-se desiludidos com a decisão do tribunal porque, na sua opinião, o naufrágio terá sido originado pela manifesta negligência da equipa de tripulação pois, além da superlotação do barco, ele circulava com deficiências mecânicas. 

Além destas circunstâncias apresentadas por alguns sobreviventes durante as sessões de julgamento e produção de provas do caso, que arrastou muita gente para o Tribunal Judicial da Cidade da Maxixe, os familiares das quatro vítimas dizem que o tribunal não considerou as ondas gigantes que na tarde daquele dia agitaram a baía de Inhambane, dificultando as condições da navegabilidade marítima.

Porém, esta tese caiu em terra durante o julgamento, pois os três réus que compunham equipa de tripulação do barco “Mana Isabel”, nomeadamente José Inácio, Armando Nhanala e Zacarias Alberto, afirmaram que no dia do acidente não havia qualquer aviso de mau tempo emitido por uma entidade oficial, Administração Marítima ou Instituto de Meteorologia, razão pela qual todos os barcos navegaram normalmente.

O juiz da causa disse que os familiares das vítimas bem como os sobreviventes estão livres de interpor o competente recurso ou, querendo, intentar uma acção de natureza cível para indemnização pelos danos morais e materiais.

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