A ENTREGA abnegada ao trabalho e o respeito pelo próximo é a receita que o jovem empreendedor de Xai-Xai, Paulo Tembe, ou simplesmente Xibatana, que tem no auto-emprego a solução para a melhoria das suas condições de vida.

Entrevistado pela nossa Reportagem, o mestre Xibatana disse estar preocupado com o facto de uma parte considerável da camada juvenil, na capital provincial de Gaza, furtar-se do trabalho, sob a simples alegação de que em Gaza não há emprego.

Para ele a arte de saber fazer cultiva-se com o tempo, e com o tempo se vão criando oportunidades que contribuem para a melhoria das condições de vida.

"Estou triste pela tendência crescente do consumo de drogas, mesmo em menores de 12 a 14 anos. Estamos a colocar o futuro deste país em causa, porque desta camada depende a continuidade deste país", lamentou a nossa fonte.

Nascido três meses após a proclamação da independência nacional, em Junho de 1975, nada, na altura, indicava que estaria na forja um talento e um homem apaixonado pelo tratamento da chaparia de viaturas.

Segundo ele, muito cedo começou a ganhar paixão pelo trabalho, ao afastar-se dos estudos contra a vontade de seus pais, quando tinha apenas 12 anos de idade, refugiando-se na altura em Zongoene, distrito Xai -Xai, actual Limpopo, onde com um irmão mais velho começou a dar os primeiros passos nessa arte de restaurar a chaparia de veículos automóveis.

O seu pai, convencido de que este seria o destino do filho, acabaria por lhe encaminhar para uma das mais prestigiadas oficinas de reparação de viaturas, na baixa da cidade de Xai-Xai, sob a liderança do mestre Mapilele, já falecido, onde lhe foram transmitidas as técnicas de trabalho na assistência de viaturas sinistradas.

"Hoje, só tenho que agradecer tudo o que retive dos ensinamentos que me foram transmitidos pelo mestre Mapilele, sobretudo o alto sentido de responsabilidade, respeito escrupuloso aos clientes, por serem estes os nossos patrões", lembrou Xibatana.

E acrescentou: “aprendi dele a honestidade, espírito de sacrifício, facto que tem sido responsável pela enorme simpatia que temos vindo a merecer, não só pelos clientes singulares, como de diversas instituições prestigiadas, tanto do sector privado, como do sector público."

Ciente de que um homem dotado do conhecimento escolar pode melhor prestar serviços aos seus clientes, para além de ter frequentado vários cursos ligados à sua actividade, decidiu voltar à carteira para fazer o nível médio.

"Fi-lo porque precisava de aprimorar os meus conhecimentos, não só em termos de cultura geral, como também para estar à altura das actuais exigências do mercado. A minha esposa, Esperança Sitoe, foi, sem dúvida, determinante. Com o seu encorajamento, voltámos os dois aos bancos da escola. Juntos concluímos a décima segunda classe na Escola Secundária Joaquim Chissano", recordou ainda o nosso entrevistado.    

Em seguida deixou o mesmo incentivo aos jovens que passam a vida a queixar-se da falta disto e daquilo, convidando a fazerem um pouco mais para ultrapassarem as dificuldades que a vida nos impõe.

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14.09.2017   Banco de Moçambique

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