O GOVERNO da Zambézia dispõe de mais de 40 milhões de meticais para a reabilitação e manutenção de estradas e pontes nos distritos da província, com vista a dinamizar o processo de comercialização de excedentes agrícolas, à luz da recomendação presidencial durante o I Fórum Nacional de Comercialização, realizado no 1º trimestre deste ano, em Mocuba.

O director provincial das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Graciano Artur, que revelou o facto há dias ao nosso Jornal, disse que cada um dos 22 distritos da província foi contemplado com 1.8 milhão de meticais, e os trabalhos de reabilitação e manutenção das estradas e pontes vão iniciar na primeira semana de Agosto próximo.

No entanto, reconheceu o atraso no início dos trabalhos, justificando que tal facto foi ditado pela comunicação tardia para o desencadeamento dos processos administrativos para o efeito. Apesar do facto tranquilizou todos os intervenientes no processo de produção e comercialização agrícola, nomeadamente os produtores, os comerciantes e o sector privado, prometendo que a reabilitação da rede viária será feita em tempo recorde sem perder de vista a qualidade das obras.

De referir que a província da Zambézia ainda não se refez totalmente dos efeitos negativos provocados pelos desastres naturais ocorridos em 2015, que se saldaram na destruição de mais de 2500 quilómetros de estradas e 70 pontes e aquedutos, para além da interrupção da ligação centro/nordeste, a partir da cidade de Mocuba.

Devido ao facto, o trânsito inter-distrital faz-se com enormes dificuldades, afectando o acesso, não só aos campos de produção e comercialização agrícola, como também as ligações com as estradas regionais e nacional.

A aparente demora que se verifica no processo de reabilitação e melhoramento das rodovias preocupa sobremaneira os utentes que consideram que tal facto condiciona uma melhor transitabilidade no transporte de pessoas e bens.

Com efeito, a nossa Reportagem esteve recentemente nos distritos de Gurué, Ile, Morrumbala, Mopeia e Luabo, onde constatou que a situação de trânsito em alguns deles é bastante complicada devido à falta de manutenção periódica de algumas vias que se apresentam com crateras, pontes destruídas e/ou na iminência de desabar.

Por exemplo, no troço Zero-Morrumbala, com uma extensão de 50 quilómetros, o percurso faz-se em duas horas e meia, devido ao alto nível de degradação e destruição pelas chuvas da plataforma da estrada. O mesmo acontece no troço da estrada Mopeia-Luabo, com cerca de 70 quilómetros, onde as condições de transitabilidade são mais difíceis, sobretudo quando chove.

Os outros troços nas mesmas condições são Bive-Maganja da Costa, a partir de Mocuba, Maganja da Costa-Pebane, Gurué-Mualijane, Gurué-Intulo e Magigi-Lioma-Cuamba.

Inusso Ismael, membro do Conselho Empresarial da Zambézia, considerou, quando abordado pela nossa Reportagem, o estado das estradas constitui um empecilho à economia da província, porquanto, segundo afirmou, os agentes económicos não podem levar as mercadorias em tempo útil para os locais onde são necessárias.

“Os empresários e a população, em geral, são prejudicados, pois, se não há estradas em condições, fica difícil assistir as comunidades”, disse o nosso interlocutor, assinalando que, devido ao estado em que se encontra a maior parte das rodovias, os produtores agrícolas ficam com os excedentes sem poder comercializá-los.

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