PRODUTORES, governos provinciais e distritais, sector empresarial e sociedade civil passam a reunir-se mensalmente para verificar os constrangimentos ao processo de comercialização agrícola a nível da província de Nampula.

A informação foi divulgada no final do encontro sobre a comercialização agrícola em Nampula, evento no qual participaram igualmente produtores e comerciantes que operam, maioritariamente, nos distritos vizinhos de Chiúre e Namuno, na província de Cabo Delgado.

Uma das constatações da reunião é que o aumento da produção de alguns produtos alimentares, sobretudo o milho, está a ser contrariado pela queda de preços, o que prejudica a renda dos agricultores.

Foi neste contexto que os intervenientes na cadeia de produção e comercialização deste cereal decidiram estipular 7,50 meticais por quilograma como preço intermédio para a venda deste produto.

Além de monitorar o preço do milho, foi avançada a ideia de uma maior precaução em relação a outras culturas alimentares cuja produção tem vindo a crescer, nomeadamente a mandioca e a mapira.

Com efeito, há necessidade de os operadores saberem em que região se está a produzir, que preços estão a ser praticados e respectivas quantidades de forma a permitir a intermediação dos mercados.

Só para se ter uma ideia do que motivou a criação da plataforma de monitoria dos preços médios, o milho, que por estas alturas ano passado estava a ser vendido a 19 meticais, baixou para cinco meticais.

O amendoim, que foi vendido em 2106 a 55,00, este ano desceu para os 35,00 meticais, enquanto o feijão holoko, que custava 38,00, passou para 25,00 meticais por quilograma, actualmente.

O aumento da produção e consequente crescimento da oferta é que está reduzir a procura e o preço.

Universidades buscam caminhos para preservar Ilha de Moçambique

ESTUDANTES e docentes da Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Lúrio, de Moçambique, do Instituto de Investigação Interdisciplinar e o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, de Portugal, debateram os caminhos para a preservação da Ilha de Moçambique, na província de Nampula.

Muito recentemente, esta zona insular acolheu, duramente oito dias, oficinas científicas com o objectivo de discutir e encontrar formas de optimizar o impacto da instalação do polo da Universidade Lúrio na Ilha de Moçambique, em prol do estabelecimento de condições para um modelo de desenvolvimento que permita a salvaguarda integrada e sustentável dos diversos patrimónios da ilha.

Trata-se de um encontro que aconteceu sobre o lema “Planeamento Estratégico, Património e Desenvolvimento”.

O reitor da UniLúrio, Francisco Noa, disse no encerramento das oficinas acreditar que o trabalho feito pelos estudantes e corpo docente abre portas para a solução de muitos problemas.

Francisco Noa destacou a necessidade de as acções de produção, aplicação e transferência de conhecimentos na ilha terem em conta tradições locais.

“O que foi produzido nesta oficina não termina por aqui. Estão abertas as possibilidades para realizarmos mais coisas, identificando soluções para os problemas da Ilha de Moçambique”, anotou o reitor.

Por sua vez, a secretária de estado para a Ciência e Tecnologia de Portugal, Maria Rolo, considerou a Ilha de Moçambique espaço mágico, pelas características do seu território e pela forma como preserva a memória colectiva.

Destacou o facto de a Universidade Lúrio ter decidido abrir uma Faculdade de Ciências Sociais e Humanas na Ilha de Moçambique, considerando que a iniciativa prova que se trata de uma instituição que sabe o que quer e para onde vai.

“Esta faculdade pode mudar a Ilha de Moçambique se as actividades forem realizadas com a participação da comunidade local. A Universidade de Coimbra, sendo a mais antiga de Portugal, tem enormes responsabilidades não apenas para o país, mas também à escala global”, disse Maria Rolo.

Entretanto, no final da oficina, também designada por Muhipiti, os estudantes apresentaram duas maquetas do que se pretende venha a ocorrer na zona insular da Ilha de Moçambique nos próximos tempos - na cidade de cal e pedra e na de macuti, além do aproveitamento da fortaleza de São Sebastião.

Estudantes dão nota positiva ao evento

Os estudantes das duas faculdades avaliaram positivamente a realização destas oficinas.

“A Ilha de Moçambique é um local com elevado valor histórico e patrimonial que deve ser reinventado e valorizado, sendo necessário financiamento internacional para a restauração dos edifícios actualmente desvalorizados”, observou Francisco Paixão, da Universidade de Coimbra.

Por seu turno, Abílio Arissane, estudante da UniLúrio, afirmou que durante o certame os grupos conseguiram unir sinergias para fazer um trabalho que acaba sendo um legado para os estudantes das duas universidades.

“Fizemos um diagnóstico que apesar de não ser suficiente para a produção de um plano não fugirá daquele que poderá ser feito com alguma profundeza.

Roubo de gado inquieta investidores em Meconta

INVESTIDORES com interesses no sector agrícola e pecuário, no posto administrativo de Corrane, no distrito de Meconta, em Nampula, queixam-se de roubos constantes de gado bovino e caprino e produtos agrícolas.

Há também preocupação com a invasão das suas concessões para exploração ilegal de terras pela população, com a alegada cumplicidade das autoridades governamentais locais.

Acrescentam que a retirada de investimentos nesta área geográfica, rica também em recursos minerais, é uma decisão que está a ser ponderada enquanto se aguarda pela detenção e condução à barra da justiça dos principais implicados na prática de actos ilegais.

O posto administrativo de Corrane é muito cobiçado por investidores para a exploração do seu potencial na área da agricultura, pecuária, recursos florestais e mineração.

Entre os potenciais investidores destacam-se a firma de capitais sul-africano denominada Raízes Profundas e o criador de gado bovino Alexandre Braga, que tem um projecto focado na reativação da produção de cal para a indústria de construção civil.

Na firma Raízes Profundas há relatos de desconhecidos estarem a invadir, sistematicamente, os campos concessionados a este projecto para roubar produtos agrícolas, em particular milho e hortícolas.

Estes actos já foram reportados à Polícia da República de Moçambique, que, entretanto, ainda não conseguiu neutralizar os implicados.

O criador Alexandre Braga referiu que pelo menos 20 cabeças de gado bovino foram roubadas desde o início do ano a esta parte, mas os suspeitos, que vivem em Nicuata, não foram denunciados pela comunidade, que a acusa de encobrimento.

O empresário denunciou que alguns membros da comunidade Nicuata produzem cana sacarina e destilam aguardentes de forma clandestina dentro da sua concessão. Apesar de estes actos terem sido denunciados às autoridades do posto de Corrane, ainda não houve medidas para desencorajar este tipo de condutas.

Entretanto, o chefe do posto administrativo de Corrane, Alberto Alexandre, apelou à comunidade de Nicuata a abandonar o roubo de gado bovino e culturas alimentares e invasão e exploração ilegal de campos agrícolas concessionados.

O dirigente alertou que os investidores devem ser acarinhados para que se sintam estimulados a trabalhar na promoção do desenvolvimento local.

No encontro que recentemente manteve com a comunidade de Nicuata, Alexandre ordenou a confiscação dos materiais usados para o fabrico de bebidas alcoólicas tradicionais do interior dos campos agrícolas dos investidores por considerar que é naqueles locais onde os malfeitores encontram refúgio para perpetrar vários crimes.

Na ocasião, a comunidade local prometeu colaborar para a implementação da medida e na promoção de um relacionamento saudável com os investidores que demandam o posto administrativo de Corrane.

Nampula acolhe projecto de promoção de emprego

FOI lançada semana passada, na cidade de Nampula, a primeira fase do projecto denominado Habilidades mais Oportunidades igual a Jovens com Emprego (HOJE), que vai ser implementado no distrito de Mecubúri e na cidade capital provincial.

A iniciativa terá a duração de dois anos e é orçada em pouco mais de cinquenta e seis milhões de meticais, financiados pela organização suíça Helvetas.

Para a implementação do projecto, foi rubricado um acordo de parceria entre a Helvetas e os institutos de Formação Profissional, Ensinos Laborais Alberto Cassimo, Industrial e Comercial de Nampula e a Escola Profissional Familiar Rural de Mecubúri.

Espera-se que o programa venha a contribuir para o desenvolvimento de habilidades de vida e facilitar o acesso ao emprego ou auto-emprego aos jovens.

Em representação do Governo Provincial, o director dos Transportes e Comunicações, que testemunhou o acto da assinatura do acordo em referência, disse que o projecto HOJE é acolhido com satisfação pelo executivo local porque, seguramente, vai contribuir para a melhoria dos meios de subsistência no seio dos jovens abrangidos.

Acredita-se que a iniciativa permitirá o envolvimento directo dos jovens, através de uma renda decente de trabalho assalariado ou por conta própria.

O projecto vai privilegiar a formação de jovens de ambos sexos, maioritariamente das zonas rurais e urbanas de Mecubúri e cidade de Nampula. Eles serão capacitados em matéria de desenvolvimento de habilidades individual e colectiva, potenciando-os para o mercado de emprego.

No acto de lançamento, foi reiterado que o projecto constitui um desafio, porque visa aumentar, igualmente, o acesso e oferta formativa com vista ao desenvolvimento de habilidades e inserção no mercado de emprego e auto-emprego de jovens desfavorecidos com idades compreendidas entre os 15 a 35 anos.

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